“Não é segredo para ninguém que George Soros financia esses movimentos. Normalmente se fala em movimento espontâneo, mas quem entende um pouco disso sabe perfeitamente que não existe movimento de rua espontâneo. Há sempre uma cabeça organizadora do ponto de vista logístico e financeiro“, pontua, acrescentando que essas entidades possuem grande capacidade de desestabilizar governos.
“E dizer que essas organizações não possuem compromisso ideológico não é plausível e não faz sentido. Naturalmente, elas obedecem a uma determinada lógica política de quem as comanda […]. A partir da Segunda Guerra Mundial, quando os EUA se colocaram como potência hegemônica no mundo ocidental, as fundações norte-americanas atuaram em todos os países, influenciando bastante o processo político interno. E na América Latina, por exemplo, isso é público e notório […], eles são mestres em monitorar organizações em favor dos seus interesses“, enfatiza.
Trump × Soros: as distintas visões sobre o papel dos EUA no mundo
“Para o Trump, os Estados Unidos sem o controle político da América Latina vira um Estado como outro qualquer, então a condição de potência é essa. Já a preocupação dele em relação à China é econômica e comercial, e de disputa pelo progresso tecnológico. Mas ele não fala em fazer guerra com a China por causa de Taiwan. Então o nacionalismo dele é esse, não restrito ao território dos Estados Unidos”, argumenta.
Fonte: sputniknewsbrasil