Mulher morre após atropelamento na BR-070


Da Redação

A Bronca Popular

Mais uma vida foi interrompida pela violência no trânsito em Mato Grosso. Maria Aparecida Gomes, de 56 anos, morreu após ser atropelada por um caminhão na BR-070, em Campo Verde, a cerca de 200 quilômetros de Cuiabá.

O acidente ocorreu em uma rotatória em frente a uma empresa agrícola, área que exige atenção redobrada de motoristas e gestores viários.

Maria Aparecida trafegava de bicicleta quando foi atingida pelo último reboque de um caminhão que transportava grãos em dois semirreboques. O impacto foi tão violento que a vítima foi arrastada por aproximadamente 200 metros, sofrendo ferimentos gravíssimos, incluindo o dilaceramento das duas pernas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a ciclista foi socorrida ainda com vida e encaminhada ao hospital, mas não resistiu à gravidade das lesões. O caso expõe, mais uma vez, a extrema vulnerabilidade de ciclistas em rodovias federais e a convivência desigual entre veículos pesados e usuários não motorizados.

O condutor do caminhão afirmou que não viu a vítima, uma alegação recorrente em ocorrências semelhantes e que reforça o debate sobre atenção, velocidade, pontos cegos e responsabilidade na condução de veículos de grande porte. O motorista permaneceu no local e prestou atendimento.

As circunstâncias do atropelamento serão investigadas pela Polícia Civil, e o corpo de Maria Aparecida foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.

Para a Associação de Vítimas de Acidentes de Trânsito (AVAT), mortes como essa não podem continuar sendo tratadas como fatalidade. A ausência de infraestrutura segura, a circulação intensa de caminhões e a falha na proteção de ciclistas transformam rodovias em cenários permanentes de risco. Cada morte no trânsito carrega responsabilidades que vão além do volante e precisam ser enfrentadas com políticas públicas, fiscalização efetiva e mudança de comportamento.

NÃO FOI ACIDENTE

A Associação de Vítimas de Acidentes de Trânsito (AVAT) reforça: mortes no trânsito não são fatalidades inevitáveis.

Quando uma ciclista é arrastada por centenas de metros em uma rodovia, o que houve foi violência viária, resultado da combinação de fatores conhecidos: desatenção, excesso de velocidade, infraestrutura insegura e ausência de políticas efetivas de proteção aos usuários mais vulneráveis.

Ciclistas e pedestres continuam pagando com a própria vida pela lógica que prioriza o fluxo de veículos pesados em detrimento da vida humana.

A AVAT defende que cada morte no trânsito seja tratada com a seriedade que merece, com investigação rigorosa, responsabilização e ações preventivas concretas.

Não foi acidente. Foi escolha. E escolhas no trânsito matam.

 

Fonte: abroncapopular

Anteriores Morre fazendeiro condenado a 30 anos de prisão por duplo homicídio em Sorriso
Esta é a história mais recente.