Segundo a diplomata, os países ocidentais esperavam que os desenvolvimentos seguissem um cenário benéfico para eles.
A expectativa era que a exportação de grãos da Ucrânia continuaria, trazendo receitas a Kiev para a aquisição de armas, enquanto a exportação de produtos agrícolas russos continuaria bloqueada.
Os primeiros comentários, inclusive de Washington e da missão da UE em Moscou, sobre o anúncio da posição russa quanto ao prolongamento da Iniciativa do Mar Negro de exportação de alimentos ucranianos “são assinaláveis por sua hipocrisia, pouco profissionalismo e completa distorção dos fatos reais”, disse ela.
Ela chamou de igualmente hipócritas as novas alegações nos EUA de que as exportações de produtos agrícolas russos não estão sob sanções.
“Na realidade, a situação é exatamente o oposto”, ressaltou Zakharova.
Anteriormente, o vice-ministro das Relações Exteriores, Aleksandr Grushko, disse que o acordo de grãos foi prorrogado por 60 dias com a condição de que todas as promessas de suspender as sanções sobre os produtos agrícolas, impostas à Rússia, sejam cumpridas.
O acordo de grãos foi assinado em 22 de julho de 2022 por representantes da Rússia, Turquia, Ucrânia e Nações Unidas e pressupõe a exportação de grãos e fertilizantes ucranianos a partir de três portos no mar Negro, incluindo o de Odessa.
O Centro de Coordenação em Istambul é responsável pelo controle do tráfego de navios.
O acordo de grãos faz parte de um pacote que inclui também a liberação das exportações russas de produtos agrícolas e fertilizantes, antes sancionadas.
Fonte: sputniknewsbrasil