Metade dos brasileiros já viveu uma situação de esgotamento mental por mais de um dia seguido ou conhece alguém dentro de casa que enfrentou a situação, segundo revela a pesquisa Datafolha Saúde Mental dos Brasileiros 2022. As mulheres são maioria no grupo, representando 57% dos entrevistados que declararam ter passado por momentos de estresse extremo.
Encomendada pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), a pesquisa faz parte da Campanha Bem Me Quer, Bem Me Quero: Cuidar da Saúde Mental é um Exercício Diário, que marca as ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à saúde mental e à prevenção do suicídio.
As entrevistas foram feitas entre os dias 2 e 13 de agosto deste ano, com 2.098 entrevistas presenciais com pessoas de 16 anos ou mais, residentes em 130 municípios das cinco regiões do país.
Cerca de 53% dos participantes responderam que passaram por um período de cansaço e desequilíbrio emocional, que foi seguido por uma sensação de desgaste físico e mental que perdurou por mais de um dia, ou declararam conviver com alguém que sentiu isso.

Reconhecer as dificuldades e buscar ajuda especializada são as melhores maneiras de lidar com momentos nos quais a carga de estresse está altaGetty Images

Mas como saber quando buscar ajuda? A qualidade da saúde mental é determinada pela forma como lidamos com os sentimentosGetty Images

Pessoas mentalmente saudáveis são capazes de lidar de forma equilibrada com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. Porém, alguns sinais podem indicar quando a saúde mental não está boaGetty Images

Insônia: se não há sono de qualidade é impossível recuperar a energia necessária para seguir em um novo dia. Os distúrbios ligados ao sono são um dos principais fatores que afetam a saúde mental das pessoasGetty Images

Estresse: se a irritação é recorrente e nos leva a ter reações aumentadas frente a pequenos acontecimentos, o sinal vermelho deve ser acionado. Caso o estresse seja acompanhado de problemas para dormir, é hora de buscar ajudaGetty Images

Mudanças repentinas de humor: o humor depende de diferentes situações, porém, se a inconstância é persistente pode ser um sinal do corpo de que algo não está bem e pode ser necessária uma mudança de hábitosGetty Images

Lapsos de memória: se a pessoa começa a perceber que a memória está falhando no dia a dia com coisas muito simples é provável que esteja passando por um episódio de esgotamento mentalGetty Images

Alteração no apetite: na alimentação, a pessoa que come muito mais do que deve usa a comida como válvula de escape para aliviar a ansiedade. Já outras, perdem completamente o apetiteGetty Images

Autoestima baixa: outro sinal de alerta é a sensação de incapacidade, impotência e fragilidade. Nesse caso, é comum a pessoa se sentir menos importante e achar que ninguém se importa com elaGetty Images

Desleixo com a higiene: uma das características da depressão é a perda da vontade de cuidar de si mesmo. A pessoa costuma estar com a higiene corporal comprometida e perde a vaidadeGetty Images

Sentimento contínuo de tristeza: ao contrário da tristeza, a depressão é um fenômeno interno, que não precisa de um acontecimento. A pessoa fica apática e não sente vontade de fazer nadaGetty Images

Para receber diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, é muito importante consultar um psiquiatra ou psicólogo. Assim que você perceber que não se sente tão bem como antes, procure um profissional para ajudá-lo a encontrar as causas para o seu desconfortoGetty Images
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O psiquiatra Fernando Fernandes, médico parceiro da Abrata, chama atenção para o estado da saúde mental dos adultos jovens. Na faixa etária entre 16 a 24 anos, 63% vivenciaram situações de estresse e cansaço por mais de um dia.
“O mais recente retrato da saúde mental do brasileiro revela percepção de esgotamento e sofrimento emocional. É preciso olhar para os motivos, mas também propor medidas para mudar esse cenário”, avalia Fernandes.
Pandemia da Covid-19
Oito em cada dez brasileiros afirmaram que os momentos de angústia e ansiedade se intensificaram durante os últimos dois anos e meio, na pandemia da Covid-19, comparado com períodos anteriores.
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