Mercado ‘aposta’ em continuidade de dividendos da Petrobras


Em que pese o temor do mercado, quanto ao risco político de ingerência do novo governo na gestão da Petrobras, em meio à iminente troca de comando na petroleira, há perspectiva de a estatal pagar dividendos entre 59,7% e 68,32% respectivamente para as ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3), nos próximos 12 meses. Pelo cálculo de especialistas, os percentuais mencionados corresponderiam a, pelo menos, quatro vezes do patamar atual da taxa básica de juros (Selic), de 13,75% ao ano.

Em toada semelhante, outras 20 empresas estariam dispostas a distribuir dividendos superiores a 5% este ano, conforme levantamento do head comercial do TradeMap, Einar Rivero, que aponta a estatal de petróleo brasileira como a que possui maior potencial de distribuição de dividendos em 2023.

Como premissas para a seleção – que parte do princípio que a preservação da política de dividendos do ano passado para o atual – Rivero levou em conta ações com volume financeiro médio diário superior a R$ 1 milhão por dia em 2022; empresas que tenham distribuído dividendos nos últimos cinco anos (2018 até 2022); que tenham tido lucro no ano de 2021 e nos nove primeiros meses de 2022; que tenham tido lucro líquido nos nove primeiros meses de 2022 igual ou superior a 75% do lucro apresentado ao longo de 2021; e que devem acumular lucro em 2022 igual ou superior ao de 2021.

Tomando por base o “rendimento dos dividendos” – Dividend Yield (DY), em inglês, uma das fórmulas empregadas por acionistas para medir o quanto uma empresa paga de proventos em relação à cotação da ação – Rivero conta que o “o cálculo do Dividend Yield projetado para o final do ano de 2023 é efetuado considerando o preço da ação no último dia de 2022 e o mesmo montante de dividendos e JCP´s distribuídos pela ação no ano de 2022. Antes de efetuar qualquer investimento recomendamos análise mais detalhada das empresas”.

Logo atrás da previsão de pagamento de DY pela Petrobras, o estudo de Rivero aponta a Mahle Metal Leve (LEVE3), com um DY de 13,66%, fabricante de autopeças teve um rendimento de dividendos de 13,47% em 2022 e historicamente possui um DY mediano de 7,52%. Em terceiro, vem o Banco do Brasil (BBAS3), com projeção de dividendos em torno de 11,99%.

Fonte: capitalist

Anteriores Estamos avaliando medidas para limitar acesso do Irã a tecnologias usadas em drones, diz Casa Branca
Próxima Bolsa sobe 1,12% após declarações de presidente indicado da Petrobras