Manila e Pequim se acusam mutuamente após colisão no mar do Sul da China


As Filipinas chamaram na segunda-feira (11) de “grave escalada” as ações de embarcações chinesas contra seus barcos, que realizavam missões de reabastecimento no mar do Sul da China no último fim de semana.
Manila acusou a Guarda Costeira e a milícia marítima chinesas de disparar repetidamente canhões de água contra seus barcos de reabastecimento, causando “sérios danos ao motor” de um deles e chocando “deliberadamente” com outro. Romeo Brawner, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas das Filipinas, disse que estava a bordo de uma embarcação que foi atingida por um canhão de água e abalroada.
Brawner contou à rádio filipina DZBB que não se feriu no incidente com o canhão de água, e que não acredita que a China soubesse que ele estava a bordo do barco.
“Essa é uma escalada séria por parte dos agentes da República Popular da China”, comentou, no entanto, Jonathan Malaya, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, em uma coletiva de imprensa.
As Filipinas apresentaram assim protestos diplomáticos e convocaram o embaixador chinês por causa de suas ações “agressivas” no mar do Sul da China, que, segundo um funcionário do Ministério das Relações Exteriores, são uma “ameaça à paz, à boa ordem e à segurança”.

Resposta da China

A Guarda Costeira da China disse em um comunicado que duas embarcações filipinas entraram “ilegalmente nas águas adjacentes ao recife Renai nas Ilhas Nansha sem a aprovação do governo chinês”, ignorando repetidos avisos. O arquipélago também é conhecido como ilhas Spratly.
Os navios de guerra da Marinha das Filipinas BRP Gregorio del Pilar e BRP José Rizal, e o USS Gabrielle Giffords, da Marinha dos EUA, conduzem manobras táticas no disputado mar do Sul da China - Sputnik Brasil, 1920, 09.12.2023

A Guarda Costeira detalhou que o Unaizah Mae 1 “fez uma curva repentina perigosa e não profissional, batendo intencionalmente no navio 21556 da Guarda Costeira da China”. Segundo ela, o lado filipino tinha total responsabilidade.
Gan Yu, porta-voz da Guarda Costeira da China, pediu às Filipinas que parassem com seus “atos provocativos“, e advertiu que a China continuaria realizando “atividades de aplicação da lei” em suas águas.
As Filipinas e a China têm, junto com outros países na região, disputas no mar do Sul da China, particularmente nas ilhas Spratly.

Fonte: sputniknewsbrasil

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