Maduro denuncia que Venezuela enfrenta um golpe de Estado ‘ciberfascista’


“Eu falo de um golpe cibernético, neste caso um golpe de Estado ciberfascista criminoso […] para eles é vital ferir de dentro as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, tentar dividi-las, desmoralizá-las, desmobilizá-las, porque elas ainda acreditam que os militares venezuelanos estão subordinados às ordens da oligarquia de sangue azul ou do império norte-americano”, expressou Maduro durante um discurso em um evento militar.
O mandatário detalhou que o ataque é realizado através das diversas redes sociais.
A campanha de assédio cibernético acontece nas contas do WhatsApp, através de chamadas e mensagens […]. Nada de novo que não tenhamos visto em outros filmes, nada de novo que não tenha feito (Juan) Guaidó, quando tentaram invadir o país a partir da Colômbia”, comentou.
Sobre isso, Maduro assegurou que as Forças Armadas estão coesas, unidas e em “combate pela paz, pela democracia e pela Constituição”. Da mesma forma, parabenizou a Guarda Nacional Bolivariana por garantir a ordem e a segurança após os protestos em torno das eleições presidenciais de 28 de julho.
O Conselho Nacional Eleitoral divulgou na sexta-feira (2) um segundo boletim com 96,87% das atas apuradas, no qual confirmou a vitória de Maduro com 51,95% dos votos, em comparação com González, que teria obtido 43,18%.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Presidente da República da Colômbia, Gustavo Petro - Sputnik Brasil, 1920, 03.08.2024

De acordo com o órgão, as eleições tiveram uma participação de 12.386.669 eleitores, equivalente a 59,97% do eleitorado.
Já a Plataforma Unitaria Democrática (PUD, centro), sob a qual González se apresentou, rejeitou os resultados e anunciou o ex-diplomata como “presidente eleito”.
Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai se recusaram desde o início a reconhecer a reeleição de Maduro, o que levou Caracas a retirar imediatamente o corpo diplomático desses países e a expulsar as missões presentes na Venezuela.
No início da última semana, o Governo do Peru reconheceu González como “presidente eleito” da Venezuela, o que levou Caracas a romper relações diplomáticas com Lima. Panamá, por sua vez, suspendeu as relações com a Venezuela.
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Fonte: sputniknewsbrasil

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