Kia EV4: “Cerato” elétrico pode vir ao Brasil para dar futuro aos sedãs


O Kia EV4 enfim foi revelado por inteiro para mostrar que nem só de SUVs vive a indústria automobilística dos anos 2020. A família de elétricos será vendida em configurações hatchback e sedã, com visual arrojado e boas chances de chegar ao Brasil para ser um concorrente sul-coreano e um tanto distante (em faixa de preço) do chinês BYD Seal.

Quando dizemos sul-coreano, é no sentido literal, e não apenas em um gentílico para designar o país de origem da marca Kia. Na carroceria sedã, o EV4 será produzido apenas na Coreia do Sul, o que pode dificultar sua importação a um preço competitivo. Por isso, dificilmente o modelo custará menos de R$ 300 mil no mercado nacional, como ocorre com o Seal.

Dessa forma, enquanto o K4, configuração apenas a combustão do EV4, será fabricado no México e é uma aposta mais certeira para o Brasil, o EV4 ainda é um estudo. Mas a importadora oficial da Kia o enxerga como um produto necessário para ajudar a construir a nova imagem da marca, menos generalista e mais premium.

O Kia EV4 é uma espécie de “Cerato do amanhã”. É um sedã médio, mas que impressiona tanto no visual quanto nas dimensões. São 4,73 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,48 m de altura e longos 2,82 m de entre-eixos. “Ter uma plataforma elétrica nos dá muito mais flexibilidade para fazer carros que priorizam o espaço”, explica Karim Habib, atual chefe global de design da Kia e responsável pela identidade visual ousada da família de elétricos da marca, formada também por EV5 e EV9, recém lançados no Brasil.

De fato, o EV4 impressiona com os faróis e lanternas “derretidos”, as molduras das caixas de roda sextavadas, o capô curvado e o terceiro volume integrado ao vidro traseiro, este posicionado quase em paralelo ao solo de tão angulado. Só sabemos que se trata mesmo de um sedã e não de um cupê de quatro portas por conta da peculiar tampa do porta-malas.

Falando nele, o bagageiro comporta 490 litros de volume. Mesmo no hatchback, que a bem da verdade quase chega a ser uma perua, são 435 litros. No dois-volumes, temos um comprimento 30 cm menor, em 4,43 m, e uma altura 0,5 cm maior, devido à calibração da suspensão, mas as demais dimensões são idênticas. Em ambas as configurações, o coeficiente aerodinâmico é de impressionante 0,23 Cx.

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Menos impressionante são os dados de potência e torque: o motor elétrico dianteiro rende os mesmos 204 cv e 31,6 kgfm do SUV EV3. Não é pouco, tanto que o 0 a 100 km/h declarado é de 7,4 segundos, mas um carro com visual tão arrojado e esportivo merecia uma versão de topo com um segundo motor elétrico traseiro, formando tração integral e uma potência combinada mais instigante. Para nossa alegria, esta deve chegar posteriormente.

O conjunto de baterias de íons de lítio tem duas capacidades distintas: 58,3 kWh na versão básica, formando 430 km de autonomia no ciclo europeu WLTP, e robustos 81,4 kWh na chamada versão de longo alcance, atingindo 630 km entre uma recarga e outra. Isso na carroceria sedã. O hatch tem 410 km e 590 km de autonomia, respectivamente. A recarga rápida em corrente contínua (DC) leva sempre cerca de 30 minutos entre 10% e 80%.

Outras curiosidades do Kia EV4: a família de médios possui não só o sistema V2L, de recarga de aparelhos eletrônicos, como também V2G (veículo ao grid), que permite “devolver” energia elétrica não consumida à rede. As tomadas USB-C internas possuem excelentes 100 Watts de potência e é possível instalar aplicativos da Disney na central multimídia de 12,3 polegadas.

Falando nela, o Kia EV4 tem mais de 40 polegadas de telas digitais a bordo: head-up display, quadro de instrumentos e sistema multimídia possuem 12,3” cada, enquanto o ar-condicionado automático digital tem outra interface de 5 polegadas só para si. E além do pacote Adas de tecnologias semiautônomas convencional, o EV4 pode estacionar de maneira remota, controlado por aplicativo no celular, tal qual o BMW X3.

Na Europa, o Kia EV4 terá preço inicial de 37 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 225 mil. No Brasil, como dissemos, caso venha, o sedã deve custar entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. Sua chegada não ocorreria antes de 2026.

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Fonte: direitonews

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