
O juiz da 2ª Vara Criminal de Sorriso, Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, determinou a soltura do produtor rural Gilberto Eglair Possamai, conhecido como Beto, na tarde desta quinta-feira (28), após a realização de audiência de custódia.
De acordo com a decisão, a prisão em flagrante não se enquadrava em nenhuma das hipóteses previstas em lei, já que o investigado não foi detido no momento da prática do delito, não houve perseguição imediata após a suposta ocorrência e nenhum objeto ligado diretamente ao crime foi encontrado em sua posse.
Beto havia sido preso na quarta-feira (27), durante uma ação de fiscalização da concessionária Energisa, que apura indícios de furto de energia elétrica em propriedades rurais da região. A inspeção foi realizada em sua fazenda, localizada às margens da MT-560, em Sorriso.
Irregularidades encontradas
Segundo a empresa, a equipe técnica identificou adulterações na caixa de aferição, no medidor e em seu borne, além de divergências entre os números de lacres instalados no local e os registrados no sistema oficial da concessionária.
Para os técnicos, os indícios apontam para o rompimento sucessivo dos lacres originais, acompanhado de uma tentativa de dissimular a intervenção, o que possibilitaria o consumo de energia sem o devido registro.
Prisão e repercussão
Após a constatação das irregularidades, Beto foi localizado na sede da fazenda e recebeu voz de prisão, sendo encaminhado à Polícia Civil de Sorriso. Ele ficou detido até a audiência de custódia, quando a Justiça decidiu por sua liberdade.
Gilberto Eglair Possamai é conhecido também no meio político por ter assumido a suplência da ex-senadora Selma Arruda, o que amplia a repercussão do caso em Mato Grosso.
Nortão MT
Fonte: nortaomt