Jeep Cherokee híbrido com tecnologia do Corolla está em estudo para o Brasil


Se o Jeep Avenger é a grande estrela da marca no Salão do Automóvel, o carro que está posicionado exatamente ao lado no estande também tem sua importância. Estamos falando da nova geração do Cherokee, apresentada em agosto, e que faz a primeira aparição no Brasil.

E, ao que tudo indica, esta será uma das 16 novidades da Stellantis no Brasil em 2026. Isso porque a marca norte-americana já estuda lançar a nova geração do Cherokee por aqui. A confirmação veio do vice-presidente da Jeep na América do Sul, Hugo Domingues, durante o Salão do Automóvel. E a presença no evento vai servir como uma clínica para a fabricante finalmente bater o martelo.

A volta do Cherokee ao Brasil seria muito mais do que simbólica. Antes de tudo, preencheria a lacuna que existe atualmente entre o Commander Blackhawk (R$ 330 mil) e o Grand Cherokee 4xe (R$ 550 mil). Poderia ocupar a faixa de R$ 400 mil a R$ 450 mil sem canibalizar os “irmãos” e servir como opção mais sofisticada de cinco lugares da empresa.

Além de ajudar a Jeep nas vendas, obviamente, o Cherokee cumpriria uma outra função: testar a aceitação do público com uma nova tecnologia. Afinal, o modelo pode ser o primeiro carro híbrido paralelo (HEV) da Stellantis no Brasil. O grupo já tem modelos com propulsão híbrida leve (MHEV), com os Fiat Pulse e Fastback e os Peugeot 208 e 2008, híbrida plug-in (Grand Cherokee 4xe), híbrida em série (Leapmotor C10 REEV) e elétrica (Leapmotor C10).

A tecnologia já é bem conhecida dos brasileiros, e combina um motor a combustão com um elétrico. A bateria, menor e com capacidade mais modesta, garante a tração elétrica por alguns metros. O consumo de combustível, por sua vez, é mais comedido. É o mesmo sistema que equipa, por exemplo, os Toyota Corolla e Corolla Cross.

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No caso do Cherokee, o conjunto é formado pelo motor 1.6 turbo de 180 cv e 30,6 kgfm (o mesmo THP oferecido no Brasil até alguns anos atrás) e outros dois elétricos, que não tiveram os números revelados. A combinação deles, de todo modo, é de 213 cv e 31,8 kgfm de torque, faixa similar à de modelos vendidos no Brasil como GAC GS4 (235 cv) e Omoda 5 (224 cv). O câmbio é do tipo CVT, com tração nas quatro rodas.

O consumo urbano, no padrão americano, é de 17,9 km/l. Na estrada, condição em que o rendimento de híbridos normalmente é pior, o Cherokee marca 14,1 km/l, uma marca ainda boa, considerando o porte do SUV. Com 52 litros no tanque, a autonomia chega a até 930 km na cidade.

Nesta geração, o Cherokee tem 4,78 metros de comprimento e 2,87 m de entre-eixos, apenas 1 cm mais comprido que um Commander, por exemplo. Mas o aproveitamento de espaço é superior, graças à plataforma STLA Large. Na cabine, destaque para as duas telas de 10,25 polegadas no quadro de instrumentos e 12,3 polegadas da central multimídia, que roda a mais recente geração do sistema UConnect.

Entre os equipamentos, a unidade exibida no Brasil é da versão topo de linha, Overland. Há portas com abertura elétrica, teto solar panorâmico, bancos com aquecimento e ventilação e rodas de 20 polegadas.

Caso a Jeep decida importar o Cherokee, haverá uma vantagem em relação ao Compass 4xe, por exemplo. O SUV grande, em vez de ser trazido da Itália, país que paga imposto de importação, é produzido na fábrica de Toluca, no México, que tem acordo comercial com o Brasil para isenção da tarifa.

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Fonte: direitonews

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