Homicídio ou Suicídio? Novo estudo forense aponta que Kurt Cobain foi assassinado


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A morte de Kurt Cobain, que chocou fãs e abalou a indústria da música nos anos 1990, voltou ao centro de um intenso debate três décadas depois. Um novo relatório independente questiona a conclusão oficial de que o líder do Nirvana tirou a própria vida em 5 de abril de 1994, em sua casa, em Seattle. O artigo foi publicado pelo jornal britânico Daily Mail, nesta terça-feira (10).

À época, o legista do Condado de King determinou que o cantor morreu por suicídio, após um disparo autoinfligido com uma espingarda Remington Model 11 calibre 20. O caso foi encerrado como suicídio, posição mantida até hoje pelas autoridades locais.

A espingarda Remington Modelo 11 calibre 20 encontrada na cena do crime estava em posse do detetive Mike Ciesynski, que investigou a morte de Cobain.

Agora, uma equipe privada e não oficial de cientistas forenses revisitou o material da autópsia e os registros da cena da morte. O grupo contou com a participação de Brian Burnett, especialista com experiência em casos que envolvem overdose seguida de trauma por arma de fogo. Segundo a pesquisadora independente Michelle Wilkins, que trabalhou com a equipe, após três dias de análise o perito concluiu que os indícios apontariam para homicídio.

O estudo, publicado após revisão por pares no International Journal of Forensic Science, apresenta dez pontos que, segundo os autores, sugerem que Cobain pode ter sido incapacitado por uma overdose forçada de heroína antes de ser atingido por um disparo na cabeça. A hipótese levantada pelo grupo indica que a cena teria sido encenada para simular suicídio, incluindo a colocação da arma junto ao corpo e uma suposta nota forjada.

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Entre os argumentos citados estão achados da autópsia, como presença de líquido nos pulmões, sangramento nos olhos e danos ao cérebro e ao fígado. De acordo com o relatório independente, esses sinais seriam mais compatíveis com morte por overdose — que provoca respiração lenta e baixa oxigenação — do que com uma morte instantânea por disparo de espingarda. A equipe também destacou ausência de menção a sangue nas vias aéreas, algo considerado comum em mortes por tiro na cabeça.

A posição das mãos de Cobain e a ausência de respingos de sangue levantaram novas questões. Os cientistas determinaram que, se a mão esquerda de Cobain (na foto) estivesse mais próxima da boca, deveria estar coberta de sangue.

Outro ponto questionado envolve a posição do corpo e da arma. Segundo a análise, a mão esquerda de Cobain estava envolvida no cano da espingarda, mas a cápsula deflagrada foi encontrada em local que, de acordo com testes realizados pelo grupo, não corresponderia ao padrão esperado de ejeção. Além disso, a equipe afirma que a mão do músico estava “incomumente limpa” para um caso de suicídio com espingarda, geralmente marcado por grande quantidade de sangue.

A área onde Cobain colocou a mão também está limpa de sangue, sugerindo que sua mão deveria ter sido coberta.

O relatório também coloca sob suspeita a chamada nota de suicídio. Para Wilkins, a parte principal do texto trataria apenas da intenção de Cobain de deixar a banda, enquanto as últimas linhas — que fariam referência direta ao suicídio — apresentariam diferenças visuais na escrita.

Procurado pelo Daily Mail, o escritório do legista do Condado de King afirmou que conduziu uma autópsia completa em cooperação com as autoridades policiais e que seguiu todos os procedimentos antes de concluir que se tratava de suicídio. O órgão declarou ainda que está aberto a revisar conclusões caso surjam novas evidências, mas que, até o momento, não há elementos que justifiquem a reabertura do caso.

A polícia de Seattle também informou que não pretende reabrir a investigação e reiterou que a conclusão oficial permanece sendo suicídio.

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Michelle Wilkins afirma que o objetivo da equipe não é apontar culpados imediatamente, mas solicitar transparência e reexame das provas originais. Segundo ela, pedidos formais para reabrir o caso foram negados. “Se estivermos errados, que nos provem isso”, declarou.

A morte de Kurt Cobain, aos 27 anos, marcou a história do rock e transformou o cantor em um dos símbolos da chamada “Geração X”. Mesmo passadas décadas, o caso continua cercado por teorias e controvérsias, alimentando debates entre especialistas, fãs e investigadores independentes.

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Fonte: gazetabrasil

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