A marca chinesa Geely, nova sócia da Renault no Brasil, volta a mover suas peças no tabuleiro ao registrar um novo carro elétrico no país. Trata-se do Smart #5, um SUV médio desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz. As primeiras imagens apareceram no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), plataforma que costuma antecipar os futuros planos das fabricantes.
Os pequenos carros da Smart foram vendidos no Brasil pela Mercedes até 2016. Em 2020, criou-se uma joint-venture com a Geely com foco no mercado chinês. É o que explica o fato de a Smart sondar um retorno com intermédio de outra fabricante, e não com a marca de luxo alemã. No entanto, não há confirmação oficial da vendas nem da marca, nem do #5 no Brasil.
Este tempo de ausência fez os carros da marca crescerem. O Smart #5, por exemplo, tem dimensões de SUV médio: 4,69 m de comprimento, 1,92 m de largura, 1,71 m de altura e generosos 2,91 m de distância entre-eixos. É maior que o próprio Geely EX5, lançado no Brasil em 2025, que ostenta 4,61 m de comprimento.
Outra característica que comprova o porte avantajado do Smart #5 é o porta-malas com 630 litros de capacidade do assoalho até o teto. A carroceria tem formato demarcado por arestas que trazem uma sensação de amplitude. Ainda na parte visual, o design é caracterizado por faróis e lanternas interligados por filetes de LED. O Smart #5 tem opções de rodas com 19, 20 e até 21 polegadas.
A cabine é um dos destaques do novo SUV elétrico chinês, com três telas preenchendo todo o painel. À frente do motorista, há um display digital de 10,3 polegadas para o painel de instrumentos; na região central e para o passageiro dianteiro, outras duas telas de 13 polegadas formam a central multimídia e surgem para compor um visual bem amplo e cinemático.
O volante multifuncional característico e o console central alto não deixam mentir a origem chinesa do Smart. A marca até incluiu o pequeno easter egg de um panda no para-brisa. Já o acabamento varia entre plástico, borracha, imitação de couro e aço escovado.
Enfim, abordando o conjunto mecânico, o Smart #5 tem duas opções de baterias: de 76 kWh e 100 kWh de capacidade. Ambas são feitas de íons de lítio e alimentam um ou dois motores elétricos, a depender da versão. As de entrada (Pro, Pro+ e Premium), com um motor único, dianteiro, têm 340 cv de potência e 37,3 kgfm de torque. As de topo (Pulse, Summit e Brabus), com um motor elétrico adicional traseiro, alcançam 588 cv e 64,3 kgfm.
Neste último pacote, com preparação especial, o Smart #5 acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos. Já a autonomia é de 463 km em ciclo WLTP para as versões de 76 kWh, e de 539 km na versão com bateria de 100 kWh. Estes resultados certamente seriam mais enxutos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, caso o SUV médio fosse lançado por aqui.
É na configuração de 100 kWh que o Smart #5 traz um robusto sistema de carregamento como cortesia de sua arquitetura de 800 Volts. Em estações de alta tensão, a bateria pode ser recarregada entre 10% a 100% em apenas 15 minutos. Já o sistema V2L permite plugar aparelhos eletrônicos ao carro para carregá-los, com potência máxima de 3,3 kW.
Embora o registro no Inpi seja um forte indício dos planos de uma fabricante para o Brasil, nem sempre o lançamento se concretiza. Existem cenários em que as montadoras desejam apenas “proteger” suas propriedades industriais em diferentes mercados.
Todavia, o grupo Geely tem apostado forte no país, onde está presente com as marcas Geely, sócia da Renault, além de Zeekr e Volvo, estas duas últimas com operações independentes. A parceria com a Renault se concretizou em uma sociedade, que inclui o investimento de R$ 3,8 bilhões na fábrica de São José dos Pinhais (PR). A próxima da lista deve ser a Lynk&Co, já em 2026. A chegada da Smart, entretanto, não aparece no radar da empresa, pelo menos em curto prazo.
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Fonte: direitonews





