Fórmula 1 de 1956 teve o tetracampeonato de Fangio e Ferrari vencendo com carro Lancia


Para o sétimo ano de campeonato oficial de Fórmula 1, tivemos a consagração da Ferrari como uma das grandes equipes, depois da retirada da Equipe Mercedes devido ao grave acidente de Le Mans de 1955, ano anterior, forçando a saída da fabricante alemã de todas as provas automobilísticas até 2010.

A baixa da categoria não ficou só para a Mercedes, afinal a Lancia foi outra que saiu de cena. Apesar de ser uma das grandes rivais de peso da campeã, a italiana perdeu seu grande piloto Alberto Ascari em Monza, em 1955, por conta de um acidente, e também sofria com problemas financeiros.

Tudo de bom da Lancia, incluindo equipe, pilotos, engenharia, tecnologia, motores e carros, foi arrematado pelo sagaz Enzo Ferrari, que logo juntou as duas equipes de sucesso. Nascia aí os Lancia-Ferrari D50, carros que usufruíam do melhor das tecnologias das equipes italianas.

Foi com eles, aliás, que o argentino Juan Manuel Fangio venceu parte das provas do campeonato de 1956, deixando outras vitórias da Ferrari para seu companheiro de equipe, o inglês Peter Collins.

No total, foram sete provas válidas naquele ano, com início em 22 de janeiro e encerramento em 2 de setembro, mais a Indy 500 e seu regulamento diferente: GPs da Argentina, Mônaco, Bélgica, França, Inglaterra, Alemanha e Itália.

Das etapas de 1956, a Ferrari só não levou a melhor em Indianápolis (que novamente era disputada apenas por norte-americanos), além de Mônaco e Itália (vencidas pela Maserati com Stirling Moss).

O argentino Fangio, que havia acabado de trocar a extinta equipe Mercedes pelos italianos da Ferrari, acabou estreando na nova equipe já com o melhor carro disponível: o Lancia-Ferrari D50.

O modelo era um projeto que já corria na equipe Lancia desde 1954, utilizava motor dianteiro atrás do eixo (V8 2.5 aspirado com 285 cv de potência) para equilíbrio de peso, além do chassi portante. O câmbio era de cinco marchas. O carro, que tinha ainda uma carroceria com chassi multitubular reforçado e peso contido (perto dos 600 kg), era, por exemplo, mais avançado que o então Ferrari 555.

Em 1956, tínhamos o Brasil representado por dois pilotos no campeonato mundial de Fórmula 1: Chico Landi correu o GP da Argentina a bordo de um Maserati 250F e Hermano da Silva Ramos, o Nano, chegou a concluir as etapas de Mônaco e França com um Gordini T16, pela equipe francesa Gordini.

Um fato curioso, e bastante marcante do final desse campeonato (o quarto a ser vencido pelo Fangio), é que, enquanto ele vinha disputando ponto a ponto com Stirling Moss, que corria de Maserati, seu carro acabou quebrando.

Como, na época, o campeonato priorizava os pilotos, era comum a troca de carros entre companheiros de uma mesma equipe durante a prova, Fangio acabou indo pedir o Lancia-Ferrari D50 de Luigi Musso, que não quis dividi-lo, afinal já havia feito o mesmo no GP da Argentina.

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Fonte: direitonews

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