Apresentada na Europa em agosto do ano passado, a nova geração do Volkswagen T-Roc não demorou para desembarcar no Brasil. Conforme revelado por Autoesporte, o modelo será usado como base para o desenvolvimento dos sucessores de T-Cross e Nivus e, pelo visto, já iniciou a fase de testes técnicos por aqui. As provas incluem avaliação minuciosa da plataforma e da motorização híbrida, que serão compartilhadas com os novos SUVs nacionais.
No flagra, publicado pelo perfil @falandodecarro, o protótipo aparece parcialmente camuflado de Taos, mas deixa à mostra elementos específicos que facilmente o confirmam como o T-Roc de segunda geração. O modelo tem design baseado na mais recente linguagem visual da Volkswagen e servirá de inspiração visual para a nova safra de SUVs que a marca lançará no mercado brasileiro até o final da década.
Na mecânica, o novo T-Roc será responsável por ceder aos irmãos nacionais as motorizações híbrida leve (MHEV) de 48 Volts e híbrida plena (HEV), de alta tensão, a partir do motor 1.5 TSI Evo2 – que, conforme contamos, virá primeiro importado do México e só em 2031 terá produção nacionalizada em São Carlos (SP). Todos esses planos foram confirmados com exclusividade pelo CEO global da marca, Thomas Schäfer, à nossa reportagem em setembro de 2025.
A partir da plataforma MQB Evo (também chamada de MQB 37), das novas motorizações híbridas e de parte do design do T-Roc, a Volkswagen lançará no Brasil dois novos SUVs. O primeiro, apontado como sucessor do T-Cross, tem projeto conhecido internamente pelo codinome A-SUV ou VW226, conforme informação apurada pela Mobiauto.
No carro final, inclusive, há possibilidade de a Volkswagen adotar outro nome, sendo o batismo “novo Taos” um dos mais cotados, conforme apurado por Autoesporte. A mudança de nome será motivada principalmente pelo ganho de porte, já que o novo SUV se enquadrará como médio, sucedendo o Taos atual, e não mais como compacto.
Mecanicamente, o possível “novo Taos” usará a plataforma MQB Evo, derivada do novo T-Roc, e estreará no Brasil o motor 1.5 TSI Evo2, uma evolução do 1.4 TSI, já convertido para flex. Também da família EA211, opera em ciclo Miller. Será produzido em São Bernardo do Campo (SP) e chegará ao mercado em 2027 como o primeiro veículo híbrido flex da marca.
Em sua gama devem constar versões híbridas leves (MHEV), com tensão de 48 Volts, rendendo 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, e híbridas plenas (HEV), com arquitetura de alta tensão, este com estimados 170 cv de potência e 31,6 kgfm de torque combinados. Ou seja, conjuntos derivados das motorizações adotadas pelo T-Roc na Europa.
Da mesma forma que o T-Cross, o Nivus mudará radicalmente na próxima geração e conviverá com a linhagem atual. Como todos os futuros lançamentos, é tratado internamente por códigos e, nesta fase de projeto, atende por Nivus NF, Saga ou VW213. O lançamento está previsto para acontecer em 2028, ou seja, um ano depois do “novo Taos”. Até mesmo outro nome poderá ser adotado, levando em conta o grau de ruptura com o modelo atual.
Visualmente, o Projeto Saga terá identidade local e linhas assinadas pela equipe do brasileiro JC Pavone, “pai” do primeiro Nivus, do Tera e também do sucessor do T-Cross. A projeção de João Kleber Amaral mostra elementos como a caixa de roda traseira alargada, lanternas mais estreitas com filete ligando as peças e coluna C com detalhe na mesma cor da carroceria. Podemos esperar também elementos do T-Roc, mas com diversas alterações.
Mecanicamente, assim como o sucessor do T-Cross, adotará a plataforma MQB Evo emprestada do T-Roc e o motor 1.5 TSI Evo2. Tal qual o primo, o SUV cupê também será oferecido com propulsão híbrida leve de 48V, com cerca de 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque.
Já as dimensões devem ser praticamente as mesmas do T-Roc: 4,37 metros de comprimento, 1,83 m de largura, altura próxima de 1,60 m e 2,63 m de distância entre-eixos, com 465 litros de porta-malas.
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Fonte: direitonews






