Da Redação
A Bronca Popular
A nova pesquisa Percent, realizada entre 22 e 25 de novembro em 13 municípios da Baixada Cuiabana, caiu como um balde de água fria no ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD) — e em seu apadrinhado político, Irajá Lacerda, secretário-executivo do MAPA.
A primeira má notícia para Fávaro veio com o desempenho de Lacerda.
Mesmo com o peso do Ministério da Agricultura nas costas, a visibilidade de Brasília e o empurrão explícito do senador licenciado, Irajá apareceu apenas em 13º lugar, com míseros 0,8% de intenção de voto para deputado federal. Um número praticamente simbólico, que expõe o fiasco da tentativa de transformá-lo em liderança regional.
Do outro lado, quem disparou foi o Procurador Mauro.
Com 3%, aparece 3,75 vezes à frente de Lacerda — revelando que, apesar das pressões e do assédio para que se filiasse ao PSD, Mauro acabou sendo visto apenas como peça auxiliar de campanha, um “cabo eleitoral de luxo” para tentar alçar o apadrinhado de Fávaro.
A estratégia, porém, naufragou antes mesmo de zarpar.
Com a projeção de que o PSD deve eleger apenas um deputado federal, a situação de Irajá é crítica: com o desempenho atual, o pupilo de Fávaro corre sério risco de “ficar a ver navios”, até porque não terá mais a seu favor o eleitorado bolsonarista, que foi fundamental para sua expressiva votação em 2022.
Mas a segunda má notícia da Percent foi ainda mais indigesta para o próprio Carlos Fávaro.
O ministro, que chegou a debochar publicamente da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece apenas em 3º lugar na pesquisa estimulada: 12% de preferência. Muito distante da liderança do governador Mauro Mendes, que marcou 35%, e atrás de Janaina Riva, que registrou 19,6%.
O levantamento revela que, enquanto as bases bolsonaristas reagem mal ao comportamento recente do ministro, o eleitorado tradicional também não parece convencido por Fávaro — que vê seu projeto político regional ameaçado e seu candidato favorito despencando antes mesmo do início de 2026.
Se o cenário não mudar, Fávaro terá de correr muito mais do que seu apadrinhado — e ambos ainda precisarão remar contra a maré para escapar do naufrágio eleitoral que se aproxima.
Fonte: abroncapopular






