A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, analisou o sistema estelar HR 8799 com o auxílio do telescópio espacial James Webb. A detecção de enxofre na atmosfera de um dos planetas do sistema foi decisiva, já que o elemento está associado à presença de materiais sólidos, como rochas e gelo.
Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça o modelo clássico de formação planetária, mas também indica que ele precisa ser atualizado para explicar como planetas tão massivos conseguem se formar longe de suas estrelas.
Os gigantes gasosos são grandes planetas compostos principalmente de hidrogênio e/ou hélio. Embora esses planetas tenham núcleos densos, eles não possuem superfícies sólidas.
Júpiter e Saturno são os gigantes gasosos do Sistema Solar, mas existem muitos outros exoplanetas gigantes gasosos na nossa galáxia, alguns deles com tamanhos muitas vezes maiores que o de Júpiter.
Os maiores gigantes gasosos borram a linha entre planetas e anãs marrons — esses objetos subestelares, às vezes chamados de “estrelas fracassadas”, porque não realizam a fusão do hidrogênio.
O sistema estelar HR 8799 está localizado a aproximadamente 133 anos-luz de distância, na constelação de Pegasus. Cada planeta que orbita essa estrela tem entre cinco e dez vezes a massa de Júpiter e circula a estrela HR 8799 a distâncias que variam de 15 a 70 unidades astronômicas (UA). O planeta mais próximo está 15 vezes mais distante da estrela do que a Terra está do Sol.
As massas dos planetas variam entre cinco e 10 massas de Júpiter (MJup), o que significa que o menor deles é cinco vezes mais massivo que Júpiter.
O sistema HR 8799 é considerado uma versão ampliada do nosso próprio Sistema Solar, que também possui quatro gigantes gasosos e gelados externos, estendendo-se de Júpiter até Netuno.
Fonte: sputniknewsbrasil







