O especialista destaca que esse drone, denominado Estrela da Manhã-4, é provavelmente inferior em suas características técnicas e capacidades de reconhecimento ao original americano, mas há outros fatores que devem ser considerados.
“O sucesso da Coreia do Norte em projetos de sistemas aéreos não tripulados, efetuado em um contexto de isolamento do país no que respeita ao acesso a sistemas e tecnologias modernas, não deve ser subestimado“, ressaltou Fedutinov.
Segundo ele, os engenheiros norte-coreanos decidiram não reinventar a roda, mas tomar emprestadas, pelo menos externamente, as soluções que já haviam sido usadas na estrutura dos drones americanos implementados com sucesso.
Sobre a unidade de propulsão, a comunidade de especialistas avança que poderá se tratar de um único motor turbojato R-13-300.
“Essa é uma opção bastante lógica, pois permite que os desenvolvedores norte-coreanos usem um equipamento bem conhecido e difundido, que, devo observar, foi instalado anteriormente em algumas modificações do MiG-21″, enfatizou o especialista.
Se a versão que usa o motor mencionado estiver correta, o novo drone certamente perde para o análogo norte-americano em termos de desempenho de voo.
No entanto, para a Coreia do Norte, que monitora o seu território e as águas da zona adjacente, os recursos desse drone podem ser mais do que suficientes.
“Seu equipamento técnico a bordo, que determina as possibilidades do drone, ainda não está claro“, finalizou.
Fonte: sputniknewsbrasil