As câmeras de ré de modelos da Stellantis, como Fiat Fastback, Fiat Pulse e Jeep Renegade se tornaram alvo de ladrões, principalmente na grande São Paulo, por ficarem expostas na tampa do porta-malas. Elas são fixadas somente por algumas travas de plástico, o que permite que sejam puxadas pelo lado de fora. A solução veio do mercado de acessórios, com a instalação de uma trava por dentro da tampa do porta-malas
Em grupos do Facebook e WhatsApp, além de redes sociais como Instagram e TikTok e o site Reclame Aqui, proprietários de Pulse, Fastback e Renegade se queixam dos furtos das câmeras. A remoção danifica o chicote elétrico que conecta a peça ao kit multimídia, o que faz o preço do reparo subir.
O problema é parecido com o que ocorreu com o Volkswagen Nivus em 2024, quando foram registrados casos de furto do módulo do ACC e do emblema dianteiro, sendo que a primeira peça custava cerca de R$ 15 mil e a segunda R$ 2 mil. A marca alemã resolveu o problema meses depois, adotando uma presilha interna adicional na fixação do módulo, dificultando o furto, e reduzindo o preço da peça para R$ 1,1 mil.
Como ainda não existe uma solução de fábrica nos modelos da Stellantis, os proprietários buscam correções no mercado paralelo de acessórios automotivos que, aproveitando a situação, desenvolveu uma peça de metal — uma espécie de “trava” — para impedir que a câmera seja puxada pelo lado de fora.
A reportagem da Autoesporte procurou as lojas de acessórios automotivos que oferecem este serviço. No caso do Fiat Pulse e do Fiat Fastback, a “trava” é a mesma, enquanto para o Jeep Renegade é diferente, diante da conexão específica.
O preço varia de R$ 390 a R$ 400, com a mão de obra já inclusa. O tempo para realização do serviço fica em torno de uma hora, mas algumas lojas informaram que é possível fazer em menos tempo, cerca de 40 minutos.
Em um dos casos relatados no Reclame Aqui, o dono de um Fastback Hybrid Impetus ano modelo 2025/2025 afirmou que teve acesso às imagens de uma câmera de segurança, que revelaram que o furto da câmera de ré ocorreu em segundos. Em seguida, o proprietário consultou o custo do reparo em uma concessionária e foi informado que a câmera de ré custa R$ 1,5 mil — mas seria necessário trocar o chicote, adicionando R$ 5 mil ao valor do serviço.
Em um outro relato no Reclame Aqui, o custo para reparo foi ainda maior, passando dos R$ 9 mil, pois a concessionária informou a questão que “era necessário trocar todo o chicote que conecta a câmera de ré ao multimídia do veículo”.
Em ambos os casos, a Central de Serviços ao Cliente da Fiat respondeu informando que o caso não é de qualidade da peça ou de problema na produção dos veículos, mas sim de segurança pública, algo que acontece em todo o país e foge do controle da empresa.
Ambos os proprietários foram até uma concessionária, onde portas e fechaduras foram verificadas, sem apresentar qualquer tipo de problema — e, por isso, não há nada que possa ser feito além do reparo pela sua rede autorizada, dentro dos valores cobrados por cada uma das concessionárias.
Consultada, a Fiat enviou a seguinte nota oficial para a Autoesporte:
Já a Jeep afirma o seguinte quanto ao roubo das câmeras de ré do Renegade
Nota: a primeira versão deste texto foi publicada antes da Fiat se posicionar sobre o tema. A reportagem foi atualizada após a resposta da marca.
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Fonte: direitonews






