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O mercado financeiro brasileiro viveu uma quinta-feira (12) de ajustes, refletindo dados que confirmam a perda de fôlego da economia nacional e o cenário de juros elevados. Enquanto o dólar comercial registrou uma leve alta de 0,25%, cotado a R$ 5,19, o Ibovespa fechou o dia em queda de 0,85%, operando na casa dos 188 mil pontos.
O movimento reflete uma combinação de indicadores domésticos desfavoráveis e a expectativa por mudanças na política monetária do Banco Central (BC).
Dados recentes corroboram a tese de desaquecimento econômico. A produção industrial brasileira subiu apenas 0,6% em 2025, uma queda drástica em comparação aos 3,1% registrados em 2024. O setor de serviços também desacelerou, fechando o ano com alta de 2,8%.
Essa freada na atividade é vista como um reflexo direto do ciclo de aperto monetário encerrado em junho de 2025, que elevou a taxa Selic de 10,5% para os atuais 15% ao ano. O objetivo do BC foi conter a inflação, que estourou a meta em 22 dos 36 meses da gestão atual (janeiro de 2023 a janeiro de 2026).
O mercado agora volta suas atenções para a reunião do Copom em março. O Comitê sinalizou que deve iniciar um ciclo de redução de juros, mas economistas divergem se o corte inicial será de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.
A urgência por estímulos é reforçada pelas projeções do PIB, que será divulgado pelo IBGE no dia 3 de março. Após crescer 3,4% em 2024, a mediana das estimativas aponta para uma expansão de apenas 2,27% — a menor taxa desde o início da pandemia em 2020.
No campo político, um levantamento da Paraná Pesquisas divulgado hoje trouxe dados desfavoráveis ao governo federal no maior colégio eleitoral do país. Se as eleições presidenciais fossem hoje, o presidente Lula perderia a disputa no estado de São Paulo para três potenciais adversários:
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Flávio Bolsonaro (PL)
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Tarcísio de Freitas (Republicanos)
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Ratinho Junior (PSD)
O resultado acende um alerta no Palácio do Planalto sobre a popularidade da gestão em centros urbanos em meio ao cenário de juros altos e economia menos vibrante.
Nos Estados Unidos, o cenário de emprego segue resiliente. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 227 mil na última semana, indicando uma economia ainda aquecida, o que contrasta com o enfraquecimento global do dólar provocado por incertezas geopolíticas — movimento que, pontualmente, tem ajudado a segurar o valor do real.
Fonte: gazetabrasil





