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O mercado financeiro brasileiro iniciou o ano de 2026 com um alívio no câmbio. Nesta sexta-feira (2), o primeiro pregão dos ativos financeiros do ano, o dólar comercial fechou em queda de 1,18%, cotado a R$ 5,424. Durante o dia, a moeda apresentou volatilidade, atingindo a mínima de R$ 5,416 e a máxima de R$ 5,476.
No acumulado da semana (que engloba os últimos dias de dezembro e os primeiros de janeiro), o dólar registrou uma retração de 2,16%. Enquanto isso, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) seguiu um caminho distinto: o Ibovespa registrava queda de 0,36% por volta das 17h05, situando-se nos 160.542 pontos.
Cenário Externo e Pressão sobre o Dólar
O recuo da moeda norte-americana é impulsionado por uma combinação de fatores vindos dos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, retomou o ciclo de corte de juros no ano passado, situando a taxa atual no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.
Taxas mais baixas nos EUA reduzem a atratividade dos títulos públicos americanos, incentivando investidores a buscarem ativos de maior risco em países emergentes, como o Brasil. Além disso, outros fatores pesam contra a moeda global:
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Desinvestimento: Bancos centrais e agentes financeiros têm diminuído a exposição ao dólar em suas carteiras.
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Instabilidade Política: O aumento do endividamento dos EUA e episódios de paralisia governamental (shutdown) geraram incerteza no mercado internacional.
Expectativas para a Próxima Semana
Apesar do início positivo para o real, o mercado mantém cautela. Os agentes financeiros aguardam a divulgação de dados cruciais da economia americana na próxima semana. O foco principal está na sexta-feira (9), quando será publicado o Payroll, relatório oficial sobre o mercado de trabalho dos EUA, que serve como termômetro para os próximos passos do Fed na condução da política monetária.
Fonte: gazetabrasil






