“Desistir não é opção”: ciclista de Alta Floresta enfrenta câncer e conquista título estadual


A superação tem nome, coragem e capacete em Alta Floresta. Enquanto muitos atletas desacelerariam diante de um diagnóstico de câncer, Mariana Emíde Oliveira Ribeiro, professora de Matemática e Administração e apaixonada pelo ciclismo, escolheu fazer exatamente o contrário: manteve o ritmo, adaptou a rotina, respeitou os limites do corpo e seguiu em frente  até cruzar a linha de chegada como campeã estadual de ciclismo de estrada na categoria Elite.

A conquista, celebrada em 2025, ocorreu em meio a um dos períodos mais intensos da vida da atleta. Diagnosticada com câncer de mama no fim de agosto, Mariana iniciou imediatamente o tratamento, que seguirá até 2026, com sessões de quimioterapia que exigem resiliência diária. Ainda assim, ela se manteve firme no campeonato, ajustando treinos e estratégias sem abandonar o sonho que vinha alimentando havia anos.

O ciclismo entrou em sua vida em 2020, inicialmente como uma busca por saúde física e mental. O que começou como atividade de bem-estar se transformou em paixão competitiva, fazendo com que Mariana acumulasse cerca de 40 provas disputadas em Mato Grosso. “O ciclismo virou parte do meu dia. Ele organiza minha vida, me dá força e me ensina a me adaptar”, conta.

No entanto, quando o diagnóstico chegou, a certeza sobre o futuro balançou. A primeira reação foi de medo, seguida por dúvidas sobre a capacidade de conciliar tratamento, trabalho  nas salas de aula e no SENAC  e treinos. Mas os dias seguintes mostraram que, mesmo com indisposição, havia espaço para continuar. “Eu percebi que podia seguir, ainda que mais leve. Respeitar o corpo não significa desistir”, diz.

A decisão de prosseguir tinha um objetivo bem definido: o título estadual. E foi essa meta que guiou Mariana ao lado do treinador Roger Miller, que ajustou cada detalhe  desde a intensidade dos treinos até a alimentação  para que ela pudesse competir com segurança. “Eu queria o título. Desde o ano passado, quando bati na trave na Master B, eu sabia que tinha condições. Não deixaria o câncer me tirar isso.”

Em 2025, o pódio finalmente veio. E com mais peso simbólico do que qualquer medalha anterior.

O apoio da família também foi determinante. O marido Josué e os filhos Luca e Davi estiveram presentes em todos os processos  dos dias de treino aos dias difíceis de quimioterapia. “Se não fosse por eles, eu sequer teria conseguido sair de casa para treinar. Eles são minha base”, afirma.

Hoje, Mariana segue o tratamento até 2026, trabalha diariamente como professora e treina sempre que o corpo permite. A combinação entre esporte, apoio emocional e força interior se tornou uma fórmula que inspira outras mulheres e atletas. Sua história é um lembrete de que o corpo pode fraquejar, mas a determinação, quando bem nutrida, continua acelerando.

Mariana Ribeiro ainda está pedalando contra o câncer  mas, ao mesmo tempo, já provou que é capaz de vencê-lo enquanto alcança seus maiores sonhos.

Fonte: Portal Sorriso

Fonte: nortaomt

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