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Em meio a uma severa crise de liquidez, os Correios deixaram de quitar R$ 3,7 bilhões em obrigações essenciais ao longo do último ano. As informações, divulgadas pelo g1 nesta quinta-feira (12), revelam que a estatal adotou uma política de atraso proposital de pagamentos para evitar que o caixa da empresa ficasse zerado.
Ao longo dos últimos anos, a estatal vem enfrentando seguidas crises econômico-financeiras que impactaram diretamente o seu desempenho. Para lidar com o desequilíbrio, um Comitê Executivo de Contingência, vinculado à presidência da empresa, foi criado em junho de 2025 para gerir o fluxo de caixa afetado pela redução de receitas.
Onde estão os atrasos?
A política de postergação afetou desde o pagamento de impostos federais até benefícios dos próprios empregados e compromissos com o fundo de pensão. De acordo com os dados obtidos pelo g1, foram adiadas as seguintes obrigações:
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INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão;
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Fornecedores: R$ 732 milhões;
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Postal Saúde (Plano de saúde): R$ 545 milhões;
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Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões;
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Remessa Conforme: R$ 346 milhões;
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Postalis (Fundo de pensão): R$ 135 milhões.
A conta que não fecha
A empresa justifica o adiamento em função de um fluxo de caixa negativo. Nos primeiros nove meses de 2025, entraram R$ 16,94 bilhões nas contas, enquanto a obrigação de pagamento somava R$ 20,65 bilhões.
“Caso os pagamentos tivessem sido realizados nas respectivas datas de vencimentos, os desembolsos teriam alcançado R$ 19,71 bilhões. Nesse cenário, o resultado seria um déficit operacional estimado em R$ 2,77 bilhões, superior à capacidade de cobertura com os recursos disponíveis no período”, afirmou a estatal em documento.
Os Correios ainda ponderaram que parte do problema financeiro reside no acúmulo de dívidas de 2024 que foram “empurradas” para 2025, gerando um efeito bola de neve.
Cenário para o fechamento do ano
Apesar do cenário crítico e do terceiro trimestre ter fechado com um prejuízo de R$ 6 bilhões, a Diretoria Econômica-Financeira (DIEFI) da estatal projeta uma leve melhora. A estimativa é que o ano de 2025 termine com um prejuízo consolidado de R$ 5,8 bilhões.
Fonte: gazetabrasil





