Esses fragmentos magnéticos microscópicos, com formato de ponta de lança ou agulha, foram encontrados em sedimentos do fundo do mar com cerca de 97 milhões de anos.
Animais como pássaros e tartarugas marinhas navegam graças a um “GPS biológico” chamado magnetorrecepção. Sabe-se que muitas espécies usam essa capacidade para se orientar pelo campo magnético da Terra, mas os cientistas ainda não compreendem plenamente como o mecanismo funciona.
“Qualquer que tenha sido a criatura que deixou esses magnetofósseis, agora sabemos que era provavelmente capaz de navegação precisa”, afirmou, em comunicado, Rich Harrison, co-líder da pesquisa e pesquisador do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Cambridge, escreve o Space.com.
Os cientistas utilizaram uma nova técnica baseada em tomografia magnética, método que permite visualizar as estruturas internas de objetos por meio de campos magnéticos. Até então, era difícil examinar o interior de magnetofósseis maiores, como os recém-descobertos, porque os raios X convencionais não conseguiam penetrar suas camadas externas.
How do some modern birds and fish ‘read’ the Earth’s magnetic field to navigate long distances, and how did they evolve this ability?
Cambridge researchers have identified the earliest evidence of ‘animal GPS’ – from 97 million years ago – in tiny magnetic fossils that could…
— Cambridge University (@Cambridge_Uni) November 19, 2025
A equipe constatou que os arranjos de campos magnéticos gerados pelos elétrons em movimento, ou momentos magnéticos, mais precisamente, indicam a presença de magnetorrecepção no animal de origem desses fósseis.
Embora os pesquisadores acreditem que os fósseis apontem para navegação por magnetorrecepção, ainda não sabem qual espécie os produziu.
Para os cientistas, faz sentido supor que os fósseis tenham origem em um animal migratório abundante nos oceanos, capaz de deixar vestígios fósseis em grande quantidade. Harrison considera as enguias uma hipótese plausível.
Fonte: sputniknewsbrasil







