Chevrolet diz que primeiros híbridos flex nacionais estão “na boca do gol”


Depois de Toyota, Fiat, GWM e BYD, a Chevrolet caminha para se tornar a próxima montadora a produzir carros híbridos no Brasil. Em conversa recente com Autoesporte, a marca confirmou sua entrada na categoria e adiantou que o lançamento das primeiras novidades está muito próximo de acontecer. “Eles estão na cara do gol”, disse Fábio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul.

O executivo falou no plural e, indiretamente, acabou por confirmar que será mais de um híbrido. Nossa reportagem, inclusive, revelou desde setembro do ano passado que os modelos escolhidos para receber a nova motorização são o Tracker e a Montana. A dupla terá a missão de inserir a marca na categoria e responder aos avanços da concorrência, já que rivais como Jeep Renegade e Fiat Toro também serão híbridos em breve.

Conforme já revelado por Autoesporte, tanto o Chevrolet Tracker quanto a Montana terão um sistema híbrido leve (MHEV) associado ao conhecido motor 1.2 turbo flex de três cilindros e 12 válvulas, com injeção direta de combustível, da família CSS Prime.

Ou seja, será um híbrido diferente do sistema pleno (HEV) da Toyota e mais próximo do sistema T200 Hybrid de 12 Volts usado pela Fiat no Pulse e Fastback. A diferença é que o GM será de 48 Volts, uma tensão mais alta e que permite um motor elétrico com um pouco mais de potência em relação aos SUVs compactos da Stellantis.

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Com um sistema mais robusto, a Chevrolet espera deixar Tracker e Montana consideravelmente mais eficientes. Isso porque o MHEV de 48 volts proporciona ajuda momentânea, aumentando ligeiramente números de potência e torque em condições específicas, como ultrapassagens e retomadas. Dessa forma, reduz o esforço do motor a combustão, contribuindo positivamente para o consumo de combustível e as emissões.

O sistema, como dito, será baseado no motor 1.2 turbo flex e, segundo a própria GM, desenvolvido inteiramente no Brasil. Hoje, o propulsor rende sozinho 141 cv de potência e 22,9 kgfm de torque. O “empurrãozinho” da eletrificação poderá elevar ligeiramente os números, embora ainda não haja confirmação. Já o câmbio seguirá automático de seis marchas, como acontece hoje.

Do ponto de vista do consumo, os números serão melhores que os de hoje. Atualmente, segundo o Inmetro, o Tracker 1.2 turbo faz 7,7 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol, bem como 11,2 km/l e 14,1 km/l, respectivamente, com gasolina. Já a Montana tem médias de 7,5 km/l e 9,7 km/l, com etanol, e 11 km/l e 13,5 km/l, com gasolina.

Ainda não está claro se o sistema híbrido leve vai aumentar a potência e o torque combinados do conjunto, nem se se será capaz de tracionar as rodas em modo apenas elétrico. Toda produção será concentrada na fábrica de São Caetano do Sul (SP). A unidade, vale lembrar, dividirá com São José dos Campos parte dos R$ 7 bilhões que a GM investirá no Brasil até 2028.

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Fonte: direitonews

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