“Caribe Amazônico”: Alter do Chão vira o destino queridinho dos mato-grossenses em busca de natureza e economia


Moradores do Norte de MT, especialmente de Sinop, Sorriso e Alta Floresta, lideram a procura pelo distrito paraense; viagem de carro pela BR-163 torna o destino uma alternativa acessível e deslumbrante.

“Caribe Amazônico”: Alter do Chão vira o destino queridinho dos mato-grossenses em busca de natureza e economia 1

Conhecido internacionalmente como o “Caribe Brasileiro”, Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), consolidou-se como um dos principais polos de ecoturismo do país. No entanto, nos últimos anos, um novo perfil de turista tem lotado as praias de água doce do Rio Tapajós: os mato-grossenses. Atraídos pela proximidade geográfica e pelo custo-benefício, moradores de cidades como Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Alta Floresta transformaram o vilarejo em seu refúgio de férias preferido.

Embora o destino seja acessível por via aérea e ônibus, a grande tendência entre as famílias do norte de Mato Grosso é a viagem de carro. A pavimentação da BR-163 facilitou o trajeto, permitindo que turistas troquem as caras passagens aéreas para o litoral nordestino por uma “road trip” amazônica até o oeste do Pará, unindo economia à aventura.

O encanto das águas doces

Localizado às margens do rio Tapajós, Alter do Chão oferece um cenário que confunde os sentidos: praias de areia branca e águas cristalinas em tons de azul-turquesa e verde-esmeralda, que remetem ao litoral oceânico, mas com a tranquilidade da água doce.

“É uma experiência única de contato direto com a natureza amazônica”, relatam visitantes frequentes. O distrito vive dois momentos distintos que transformam a paisagem. No período de vazante (seca), surgem as famosas ilhas e bancos de areia, ideais para o banho. Já na cheia, a floresta alagada convida para passeios de canoa pelos igarapés, revelando uma biodiversidade vibrante.

“Caribe Amazônico”: Alter do Chão vira o destino queridinho dos mato-grossenses em busca de natureza e economia 2

Natureza, cultura e infraestrutura

Além da beleza cênica, Alter do Chão cativa pelo ritmo tranquilo. O vilarejo mantém a atmosfera de comunidade ribeirinha, com pesca artesanal, produção de artesanato local e manifestações culturais, como o Çairé.

A infraestrutura turística também acompanhou a demanda. A maioria dos visitantes chega a Santarém distante apenas 34 km do distrito e segue para a vila, que hoje conta com pousadas charmosas, restaurantes de culinária tapajônica e serviços organizados de passeios.

Entre as atrações obrigatórias para os turistas mato-grossenses estão:

  • O cartão-postal da vila, acessível em poucos minutos de barco a remo.
  • Praias famosas pelo pôr do sol inesquecível.
  • Para quem busca trilhas guiadas, visita a comunidades tradicionais e árvores centenárias.
  • Um roteiro de águas transparentes e isolamento quase total.
“Caribe Amazônico”: Alter do Chão vira o destino queridinho dos mato-grossenses em busca de natureza e economia 3

Planejamento é essencial

Para quem sai de Mato Grosso dirigindo, o planejamento é fundamental. A rota exige atenção, mas recompensa com paisagens únicas. Ao chegar, a organização dos passeios é feita diretamente com barqueiros locais (a Associação de Turismo Fluvial é muito forte na região), o que garante segurança ao turista e fomenta a economia comunitária.

Seja pela facilidade logística para quem vive no Nortão ou pela beleza surreal das praias fluviais, Alter do Chão deixou de ser apenas uma promessa para se tornar a “praia oficial” de muitos mato-grossenses, provando que o paraíso pode estar logo ali, descendo o mapa pela BR-163.

Fonte: nortaomt

Anteriores Acidente grave é registrado na MT-322 entre Matupá e União do Norte
Próxima Simulador do INSS mostra quanto tempo falta para se aposentar com novas regras de 2026