BYD confirma que produção no Brasil vai atrasar; veja quando começa


A BYD confirmou, nesta quarta-feira (26), o atraso no cronograma de produção em sua fábrica de Camaçari (BA). Autoesporte apurou com fonte oficial ligada à montadora que a operação, prevista inicialmente para março, foi postergada para setembro deste ano.

Cabe lembrar que Autoesporte já havia divulgado com exclusividade, em dezembro de 2024, que a BYD Brasil discutia estratégia com a matriz a fim de manter a data previamente estipulada. No entanto, já trabalhava com cenários de atraso entre 30 e 120 dias. Ou seja, a janela acabou sendo ainda mais esticada.

Os atrasos ocorreram em decorrência das denúncias de más condições e o subsequente resgate de 163 funcionários da Jinjiang Construction Brazil Ltda, empresa terceirizada contratada pela BYD para operar em Camaçari (BA). A fabricante teve de encerrar vínculo com a prestadora de serviços e viu o Ministério Público do Trabalho embargar parte das obras do complexo. Como consequência, teve de rever alguns processos e reorganizou seu cronograma.

O plano de produção SKD (quando as peças chegam já prontas do exterior) permanece. Agora, no entanto, com início em setembro. Seja como for, fontes garantiram que a marca fará uma transição para montagem em CKD (Completely Knocked-Down), com início até dezembro.

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Justamente por isso, caem por terra os planos de “produção total” da BYD em Camaçari a partir de agosto. Nessa etapa, a fabricante planejava fazer carros na Bahia já com índice de nacionalização de cerca de 70%. Fontes dizem que, com o novo cronograma, a porcentagem aumentará mais lentamente – com construção de setores de pintura e estamparia, bem como outras searas importantes para tal, ocorrendo de forma gradativa.

Autoesporte também já havia apurado que a empresa considerava difícil seguir com a “produção total” programada para 2025. Desse modo, também teremos, provavelmente, atraso na chegada do Song Pro nacional com motor híbrido flex às revendas.

Para mitigar os problemas em Camaçari, a BYD seguirá importando veículos da China. 5.524 unidades das famílias Dolphin, Song e Yuan chegarão ao país nesta quinta-feira (27) por meio do Explorer 1, navio Ro-Ro (que transporta cargas que podem ser roladas para dentro e fora do cargueiro) da própria companhia. A embarcação irá atracar no Portocel, em Aracruz (ES).

A previsão, ainda, é de que mais duas remessas de 5.500 carros da BYD cheguem ao Brasil até junho – totalizando cerca de 17 mil unidades. Assim, a montadora de origem chinesa repetirá estratégia do ano passado. Isso porque, a partir de julho haverá novo aumento do Imposto de Importação para veículos elétricos e híbridos. As alíquotas vão subir para 30% no caso dos híbridos leves (MHEV) e paralelos (HEV), 28% para os híbridos plug-in (PHEV) e 25% para os elétricos puros (BEV).

Vale ressaltar que, com o embarque dos 17 mil veículos, a BYD acredita que terá estoque suficiente para atender os clientes até o início da produção local. Bom também salientar que os pátios dos portos brasileiros ainda estão repletos de veículos da montadora.

Seja como for, com o atraso na produção dos seus carros no Brasil, a BYD pode seguir enfrentando um duelo com a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A entidade, que representa as montadoras do país, quer a retomada imediata do imposto de importação de 35% – previsto para julho de 2026.

Além disso, a Anfavea também pediu para que o governo avalie a proposta, que tem como objetivo aumentar o imposto de veículos feitos no Brasil por meio de kits CKD e SKD. Estes teriam tarifas reajustadas dos atuais 18% e 16%, respectivamente, para 35%, o que seria prejudicial para a montadora de origem chinesa.

Em contato com Autoesporte, a BYD confirmou que segue com os planos de iniciar a produção no país por meio do Song Pro. No entanto, disse ainda que deve fazer “toda a família Dolphin” logo de cara. Antes, apenas o Dolphin Mini havia sido confirmado pela fabricante.

Vale ressaltar que a fabricante disse à reportagem que já existem kits de Song Pro e Dolphin Mini para montagem local em Camaçari desde o ano passado. Todavia, não sabemos como estão armazenados e se serão aproveitados. Especialmente no caso do compacto, que passará por reestilização ainda este ano e também ganhará novos equipamentos.

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Fonte: direitonews

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