Audi Q6 e-tron tem mais de 500 cv e usa suas luzes a serviço da segurança; leia o teste


O SUV Q6 e-tron será lançado no Brasil daqui a um ano. Isso você já leu em Autoesporte e a Audi confirmou. Agora você vai saber mais sobre o novo modelo, pois rodamos com protótipos na companhia dos engenheiros responsáveis por diferentes etapas de desenvolvimento do projeto. Apertem os cintos, porque a jornada é longa.

Há sete carros perfilados em uma área reservada do estacionamento do aeroporto de Vágar, nas Ilhas Faroe. Sim, a Audi escolheu esse remoto arquipélago da Dinamarca como cenário para a pré-apresentação do modelo. As unidades estão pintadas de branco e laranja, com parte da superfície coberta com adesivos de círculos reflexivos prateados.

Um adesivo identifica os carros como protótipos. Até os pneus são “disfarçados” com faixas de tinta branca. Mal dá para ler suas medidas: 255/45 para rodas de 21 polegadas. No interior, o painel está coberto por um tecido preto e grosso. Há apenas uma janela que é levantada na área do velocímetro quando o carro vai rodar. A cada parada, o tecido é baixado.

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O Audi Q6 e-tron estreia a nova plataforma Premium Platform Electric (PPE) do Grupo Volkswagen. Ela foi feita por Audi e Porsche para modelos SUV, crossover e sportback, com entre-eixos longo e balanço curto. Será adotada nos modelos premium do grupo, como o Porsche Macan elétrico. Ainda não há previsão para que a Volkswagen e outras marcas do conglomerado recebam a PPE.

Poucos dados técnicos foram informados, caso das dimensões do Q6. Mas o SUV vai ficar entre o Q4 e-tron (4.588 mm) e o Q8 e-tron (novo nome do e-tron, 4.915 mm). Ou seja, cerca de 4,75 metros para o irmão do meio. A camuflagem não disfarça as linhas elegantes do SEV de capô longo e queda acentuada da coluna C. O Q6 e-tron tem o conjunto dianteiro de luzes separado: as diurnas (DLR) acima e os faróis abaixo. Ambos de LED.

Segundo os engenheiros, o Q6 e-tron terá dois motores elétricos, um em cada eixo. Stefan Grillneder, da área de comunicações de Produto e Tecnologia, afirma que o modelo deve superar 600 km de autonomia e poderá ser recarregado para 250 km em 10 minutos. Vai de zero a 100 km/h em menos de 4,5 segundos.

Autoesporte acelerou dois protótipos: o modelo S de 489 cavalos (517 cv no launch control) e o 55, que desenvolve 387 cv. No futuro haverá uma versão mais acessível, com um só motor elétrico, de acordo com o engenheiro de Recuperação de Energia, Philipp Sadowski, que se esquivou de informar mais detalhes.

Há apenas pistas de mão dupla nas estradas do arquipélago de 18 ilhas, e a velocidade máxima é de 80 km/h. Vivem nas Ilhas Faroe 54 mil pessoas, população inferior à de até 80 mil ovelhas. É preciso atenção constante, pois em muitos trechos não há cercas. E, apesar da sofisticação, ovelhas não reconhecem sinais luminosos.

As estradas sinuosas foram ótimas para avaliar a precisão da direção e a estabilidade do conjunto de suspensão pneumática. O Q6 e-tron é um carro obediente, e pode ser estimulante. Em certo momento, Thomas Willmerdinger, Líder de Tecnologia, diz para eu manter boa distância do carro à frente, selecionar o modo Dynamic e pisar fundo no acelerador. O carro dispara e, diante do meu “Uau”, ele reage: “É para isso que fazemos esses carros, arrancar um sorriso das pessoas.”

Os engenheiros contaram pouco, mas perguntaram bastante. A todo momento, queriam saber dos jornalistas suas impressões — como sobre o e-pedal, em que o acelerador pressionado faz o carro avançar ou desacelerar quando liberado. Particularmente, gosto do recurso, principalmente no anda-e-para do trânsito urbano. A Audi estuda a possibilidade de o e-pedal ser um opcional para o SUV.

Conjuntos de luzes foram montados fora do carro para apresentar a segunda geração Oled. Werner Thomas, responsável pelo desenvolvimento de Inovações em Iluminação, demonstrou exemplos do que a segunda geração daquilo que a Audi chama de LEDs orgânicas é capaz de fazer. Entre outros recursos, em condições de risco, por exemplo, o motorista que vem atrás é alertado por um triângulo luminoso vermelho.

E há o lado estético, que permite ao dono do carro personalizar sua “assinatura pessoal” de luz diurna por meio de um aplicativo no smartphone. Se ainda não ficar satisfeito, poderá comprar assinaturas de luz digital após a aquisição do carro.

Esse festival luminoso começou na traseira do Audi TT RS, em 2016. E não vai parar nos exemplos mostrados no evento. Segundo Werner Thomas, vários recursos de comunicação por luz estão prontos, só aguardando regulamentação das agências de trânsito.

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Fonte: direitonews

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