Manifestantes se reuniram nesta segunda-feira (5) em frente ao consulado dos Estados Unidos, na zona sul de São Paulo, em protesto contra a ofensiva norte-americana que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
O ato, convocado por movimentos sociais e partidos de esquerda, reuniu cerca de 200 pessoas com bandeiras, cartazes e faixas em solidariedade à Venezuela.
Durante a mobilização, participantes entoaram palavras de ordem pedindo a libertação de Maduro e criticando o que classificam como violação da soberania venezuelana. Integrantes de organizações presentes afirmaram que a ação dos EUA representa precedente perigoso para a estabilidade regional e para o princípio da não intervenção.
Já no Rio de Janeiro, os manifestantes se concentram na Cinelândia, no centro da cidade e bairro onde também fica o consulado norte-americano. O grupo fez uma passeata em direção à representação estadunidense onde incendiou uma bandeira do país.
O protesto integra série de atos realizados em diferentes capitais brasileiras, como Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Salvador (BA), todos convocados para denunciar a operação norte-americana e expressar apoio ao governo venezuelano.
Segundo manifestos divulgados pelos organizadores, a intervenção seria uma ameaça à autodeterminação dos povos latino-americanos. Vale lembrar que as mobilizações ocorrem em meio a reações internacionais diversas.
À Sputnik Brasil, o organizador do protesto no Rio de Janeiro, Luís Eduardo Mergulhão, disse que a manifestação contra o sequestro de Maduro é importante uma vez que “lutar pela soberania brasileira significa estar junto hoje com a Venezuela”.
Também participaram do ato na Cinelândia o deputado federal Reimont (PT-RJ) e o deputado estadual Tarcísio Motta (PSOL-RJ). À Sputnik Brasil, Reimont afirmou que o ataque a Venezuela é “recado para o Brasil”.
Já Tarcísio ressaltou que a ação militar norte-americana em Caracas é “o imperialismo agindo sobre a América Latina”.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou estar “profundamente preocupado com a potencial instabilidade regional” e ressaltou a necessidade de uma resolução pacífica e democrática em acordo com o direito internacional.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, qualificou a ação como um “ataque à soberania da América Latina” e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), escreveu que os ataques “cruzam uma linha inaceitável” e representam uma afronta à soberania venezuelana.

Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela

Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela

Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela
Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela
Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela
Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela
Fonte: sputniknewsbrasil







