A revolta de Pierre Gasly em relação a um guindaste de recuperação na pista molhada de Suzuka, enquanto os carros da F1 ainda circulavam pela pista, foi exacerbada quando lhe disseram que aquela era uma situação ‘normal’.
Esse comentário veio do diretor de corrida Eduardo Freitas, que posteriormente foi dispensado de sua função de Diretor de GP pelo resto da atual temporada, em favor de Niels Wittich. A dupla já se alternava na função, mas Wittich vai ficar direto até o final do ano.
Gasly foi falar com Freitas depois que o GP do Japão recebeu bandeira vermelha, uma pausa de duas horas até que a chuva forte diminuiu.
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O piloto da AlphaTauri ficou furioso ao ver, mesmo com a visibilidade limitada nas condições difíceis, um trator de recuperação no circuito para recolher a Ferrari de Carlos Sainz, que havia batido na primeira volta.
Gasly imediatamente expressou sua raiva pelo rádio da equipe, pelo que havia visto na pista, lembrando muito bem que oito anos antes, no mesmo local e em condições de chuva semelhantes, seu compatriota Jules Bianchi, que corria pela equipe Marussia, colidiu com um trator de recuperação, sofrendo ferimentos graves na cabeça, que levaram à sua morte nove meses depois.
Após o incidente deste ano, a FIA divulgou um relatório que incluía uma série de recomendações para a futura retirada de carros batidos, embora também contivesse críticas a Gasly, por ter ‘ignorado as regras básicas de segurança e pilotado de forma imprudente’, depois de fazer um pit-stop e acelerar para alcançar o pelotão que estava à frente.
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O francês foi punido no mesmo dia com uma penalidade de tempo, embora tenha insistido que estava pilotando de acordo com seu tempo delta para o Safety Car.
Segundo o Motorsport.com, Freitas teria dito a Gasly que o guindaste de recuperação no circuito era ‘normal’. Obviamente, todos os pilotos discordaram.
“O lado dele da história, o meu lado, não importa quem está certo ou errado”, disse o piloto de 26 anos, que vai para a Alpine no próximo ano.
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“As pistas são homologadas sem guindastes e tratores na pista. Elas são seguras nessas condições. No momento em que você coloca coisas externas nele, é uma história muito diferente. Acho que eles entenderam e ficou claro de ambos os lados. E estou satisfeito com as soluções que eles estão colocando em prática”, disse Gasly.
“Foi um assunto sério. É claramente algo que nunca deveria ter acontecido, mas infelizmente aconteceu. Não houve consequências, exceto, digamos, talvez mentalmente. Fiquei meio chocado com o que aconteceu, e para as pessoas que meio que se lembravam da perda de Jules.”
“Não houve consequências trágicas. Mas o mais importante é ter eu mesmo e todos os meus colegas, e todas as pessoas do automobilismo, mais seguras no futuro. E é isso que eles estão planejando”, finalizou.
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Gasly tem razão, pois o trator na pista no GP do Japão deste ano, juntamente com as condições de chuva forte, foram exatamente iguais às que acabaram no acidente fatal de Bianchi.
Por isso mesmo, causou surpresa a declaração do diretor da corrida, Freitas, que a presença do trator na pista seria algo ‘normal’.
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