Fim da escala 6×1 ameaça transporte, alerta CNT


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A Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirmou nesta sexta-feira (13) que acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Em nota, a entidade declarou que o setor produtivo está aberto ao diálogo, mas defendeu que qualquer alteração seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o país.

Segundo a CNT, o transporte é uma atividade essencial e estratégica para a economia brasileira, responsável por assegurar o direito constitucional de locomoção e por viabilizar o deslocamento de bens e serviços em todo o território nacional. O setor opera de forma contínua, 24 horas por dia, garantindo a circulação de alimentos, medicamentos, insumos industriais e serviços públicos, além de sustentar áreas como saúde e educação.

A entidade alertou que a redução da jornada sem considerar as especificidades do transporte pode gerar impactos relevantes para toda a sociedade. De acordo com pesquisas do Sistema Transporte, há dificuldades significativas na reposição de mão de obra qualificada.

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No Transporte Rodoviário de Cargas, levantamento da CNT de 2021 aponta que 65,1% das empresas relatam falta de motoristas profissionais, 19,2% enfrentam escassez de mecânicos e profissionais de manutenção, 15,1% têm dificuldade para contratar gerentes operacionais e 14,4% apontam carência de profissionais administrativos.

Já no Transporte Urbano de Passageiros, pesquisa de 2023 mostra que 53,4% das empresas enfrentam escassez de motoristas e 63,2% relatam falta de mecânicos e profissionais de manutenção. O estudo também indica problemas relacionados à qualificação (41,4%), baixa experiência (40,8%) e pouca atratividade da profissão (33,3%).

Para a confederação, reduzir a jornada em um cenário de déficit de trabalhadores pode ampliar a falta de profissionais, elevar custos operacionais e comprometer a regularidade dos serviços prestados à população.

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Outro ponto destacado pela entidade é o impacto fiscal. A CNT argumenta que uma eventual mudança na jornada afetaria não apenas o setor privado, mas também a administração pública, podendo exigir novas contratações e aumentar despesas com pessoal em um contexto de restrição orçamentária.

A confederação defende que o tema seja tratado prioritariamente por meio de negociação coletiva, instrumento que permite ajustes conforme as necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo segurança jurídica e equilíbrio nas relações de trabalho. A entidade ressalta ainda que, nos segmentos onde a jornada 5×2 é viável, ela já é adotada.

Por fim, a CNT afirmou que está à disposição para contribuir tecnicamente com o Congresso Nacional e com o governo federal, defendendo que o debate seja conduzido com base em critérios técnicos e na proteção da sociedade, evitando decisões precipitadas que possam gerar impactos negativos ao país.

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Fonte: gazetabrasil

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