Vendas recuam em dezembro e confirmam perda de fôlego do varejo


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As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1,6% em 2025 na comparação com 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do resultado positivo, o ritmo de expansão perdeu força em relação ao avanço de 4,1% registrado no ano anterior.

Com o desempenho, o setor acumula o nono ano consecutivo de crescimento. Ainda assim, os números confirmam um cenário de desaceleração da atividade econômica ao longo do ano.

Comércio ampliado quase estagnado

O chamado comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças; material de construção; e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo — avançou apenas 0,1% em 2025. Em 2024, a alta havia sido de 3,7%.

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Entre as atividades com melhor desempenho no ano passado, destacam-se:

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%);

  • Móveis e eletrodomésticos (4,5%);

  • Equipamentos de informática e comunicação (4,1%);

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%);

  • Tecidos, vestuário e calçados (1,3%);

  • Hiper e supermercados (0,8%);

  • Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Por outro lado, quatro segmentos encerraram o ano em queda:

  • Veículos e motos, partes e peças (-2,9%);

  • Atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo (-2,3%);

  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%);

  • Material de construção (-0,2%).

Queda em dezembro

Na comparação entre dezembro e novembro, na série com ajuste sazonal, as vendas do varejo recuaram 0,4%. No comércio ampliado, a retração foi ainda maior, de 1,2%.

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Os dados reforçam a percepção de perda de fôlego da economia ao longo de 2025.

Juros elevados e inflação pressionada

O cenário ocorreu em meio ao ciclo de alta da taxa básica de juros promovido pelo Banco Central do Brasil. A Selic subiu de 10,5% ao ano, em agosto de 2024, para 15% ao ano em junho de 2025, movimento adotado para conter a inflação.

De janeiro de 2023 a janeiro de 2025, a inflação ficou acima do intervalo permitido em 22 dos 37 meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou a possibilidade de iniciar cortes na Selic a partir de março. Economistas divergem se a redução inicial será de 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

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Outros indicadores confirmam desaceleração

A produção industrial cresceu apenas 0,6% em 2025, bem abaixo da expansão de 3,1% observada em 2024. O setor de serviços também perdeu ritmo, com alta de 2,8%, ante 3,1% no ano anterior.

O IBGE divulgará no dia 3 de março os dados do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2024, a economia brasileira avançou 3,4%. Para 2025, a mediana das estimativas do mercado financeiro aponta crescimento de 2,27%, o mais baixo desde 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19.

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Fonte: gazetabrasil

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As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1,6% em 2025 na comparação com 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do resultado positivo, o ritmo de expansão perdeu força em relação ao avanço de 4,1% registrado no ano anterior.

Com o desempenho, o setor acumula o nono ano consecutivo de crescimento. Ainda assim, os números confirmam um cenário de desaceleração da atividade econômica ao longo do ano.

Comércio ampliado quase estagnado

O chamado comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças; material de construção; e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo — avançou apenas 0,1% em 2025. Em 2024, a alta havia sido de 3,7%.

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  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%);

  • Móveis e eletrodomésticos (4,5%);

  • Equipamentos de informática e comunicação (4,1%);

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%);

  • Tecidos, vestuário e calçados (1,3%);

  • Hiper e supermercados (0,8%);

  • Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Por outro lado, quatro segmentos encerraram o ano em queda:

  • Veículos e motos, partes e peças (-2,9%);

  • Atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo (-2,3%);

  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%);

  • Material de construção (-0,2%).

Queda em dezembro

Na comparação entre dezembro e novembro, na série com ajuste sazonal, as vendas do varejo recuaram 0,4%. No comércio ampliado, a retração foi ainda maior, de 1,2%.

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Juros elevados e inflação pressionada

O cenário ocorreu em meio ao ciclo de alta da taxa básica de juros promovido pelo Banco Central do Brasil. A Selic subiu de 10,5% ao ano, em agosto de 2024, para 15% ao ano em junho de 2025, movimento adotado para conter a inflação.

De janeiro de 2023 a janeiro de 2025, a inflação ficou acima do intervalo permitido em 22 dos 37 meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou a possibilidade de iniciar cortes na Selic a partir de março. Economistas divergem se a redução inicial será de 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

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A produção industrial cresceu apenas 0,6% em 2025, bem abaixo da expansão de 3,1% observada em 2024. O setor de serviços também perdeu ritmo, com alta de 2,8%, ante 3,1% no ano anterior.

O IBGE divulgará no dia 3 de março os dados do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2024, a economia brasileira avançou 3,4%. Para 2025, a mediana das estimativas do mercado financeiro aponta crescimento de 2,27%, o mais baixo desde 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19.

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Fonte: gazetabrasil

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