Segundo os cientistas, o capacete encontrado em um antigo assentamento micênico tem cerca de 3.500 anos e, portanto, é um artefato que reflete a cultura militar e as habilidades de elite dos micênicos da Idade do Bronze.
Os arqueólogos explicam que o capacete foi feito costurando presas de javali polidas em tiras de tecido ou couro dispostas em torno de uma touca forrada de feltro.
© Foto / Public domain/JebulonCapacete feito de presas de javali com protetores de bochecha e um gancho de osso duplo no topo

Capacete feito de presas de javali com protetores de bochecha e um gancho de osso duplo no topo
© Foto / Public domain/Jebulon
“Esse design fornecia proteção para a mandíbula e o pescoço do usuário, embora tivesse menos resistência ao impacto do que os capacetes de bronze posteriores”, diz o artigo.
Vale ressaltar que fazer um capacete exigia as presas de até 40 ou 50 javalis, o que enfatizava sua raridade e elitismo. Tendo isso em conta, os arqueólogos sugeriram que esses capacetes serviam como símbolo de prestígio e provavelmente eram usados por guerreiros ou líderes de elite.
Além disso, o fato de essa armadura ser mencionada na literatura grega antiga é interessante. No décimo livro da Ilíada de Homero, o herói Odisseu está usando um capacete decorado com fileiras de presas brancas brilhantes dispostas em direções alternadas.
Essas descobertas são de grande valor para a ciência, pois lançam luz sobre as habilidades militares e artesanais dos antigos gregos, enfatizaram os pesquisadores.
Fonte: sputniknewsbrasil







