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A defesa do adolescente suspeito de maus-tratos contra o cachorro Orelha divulgou um vídeo que, segundo os advogados, mostra o animal vivo e caminhando na região da Praia Brava, em Florianópolis (SC), horas após o horário indicado pela polícia como momento das agressões. Os defensores negam que o jovem tenha participado do caso.
No vídeo, é possível ver um cachorro preto, supostamente Orelha, mexendo no lixo por volta das 7h do dia 4 de janeiro, enquanto a Polícia Civil havia informado que as agressões teriam ocorrido às 5h30. Para os advogados, as imagens colocam em dúvida a linha do tempo apresentada pela investigação e “derrubam as supostas provas de acusação contra o adolescente”.
A delegada Mardjoli Valcareggi confirmou a autenticidade das imagens, mas destacou que a Polícia Civil nunca afirmou que o cão teria morrido imediatamente após as agressões. Ela explicou que testemunhas viram o animal ferido no dia 4 e que o estado de saúde dele piorou até o dia 5, conforme relatos das pessoas que o resgataram. Segundo profissionais que atenderam Orelha, a lesão na cabeça não era imediatamente fatal, mas compatível com uma agressão ocorrida cerca de dois dias antes da morte.
O inquérito foi concluído na terça-feira (3), e a Polícia Civil pediu a internação provisória do adolescente. No entanto, os advogados ressaltam que, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a medida só pode ser aplicada em casos de atos infracionais que ameacem pessoas, não incluindo animais. A investigação também analisou imagens de câmeras de segurança que apontam contradições no depoimento do jovem, mas a questão legal sobre a internação ainda é debatida.
Fonte: gazetabrasil






