Prisão de Jair Bolsonaro
“Isso nunca aconteceu no Brasil. Nós estamos falando aqui de mais de 200 anos de história, todo o século XIX, o século XX, e agora já esse quarto de século XXI, em que os militares jamais foram punidos”, afirma o analista.
“Bolsonaro perdeu as eleições e quis virar o jogo. Mais uma vez, a simbologia é esta: quem não respeita as ordens, as normas democráticas, não pode viver em sociedade, é por isso que precisam estar presos, porque se não estiverem presos tentarão novamente um golpe”, ressalta.
Escândalo do INSS
“No final das contas, isso vai se perpetuando durante bastante tempo, porque é difícil conseguir acessar essas pessoas e elas conseguirem identificar que elas, de fato, estão pagando uma coisa que elas não pediram e obviamente não estão usando. O escândalo explode agora, nesse governo do presidente Lula, e toda a CPMI que é montada está em torno da disputa de quem é o culpado desse processo.”
“O problema é você não acabar mais uma CPMI simplesmente em briga política e pouquíssima responsabilização de poderosos, que ficam usando o sistema para corrupção”, afirma.
Efeitos do tarifaço de Trump
“O Eduardo Bolsonaro, em algum momento, decidiu ir para os EUA, ele […] começa a fazer uma política de pressão no governo americano para poder tentar aliviar a situação do pai dele”, afirma.
“Acho que o presidente Trump vai imaginando: ‘Olha, eu estou apostando no lado errado aqui, não tem essa leitura que me passaram de que ele [Jair Bolsonaro] tinha um apoio ainda brutal da sociedade, que está disposta a ir para as ruas por ele’. Isso não se provou verdadeiro, nesse sentido eu acho que ele foi tirando o time de campo.”
PEC da Segurança Pública
“Então, a PEC da segurança, na verdade, foi, voltou várias vezes, avançou, retrocedeu. De qualquer forma, é bom que se diga que a PEC da Segurança não vai resolver nossos problemas de segurança. Não é uma panaceia e não é um instrumento que vai resolver. O que ela pode fazer é melhorar a coordenação entre os diversos poderes, as diversas instâncias da federação.”
“Porque ele se posiciona dizendo: ‘Eu lancei a proposta, eu fui contra, eu propus isso ou aquilo outro’. Então não precisa aprovar a PEC para ela ter um impacto político. E com o andamento que nós tivemos até agora, a lentidão, […] a resistência de alguns estados, não temos nenhuma confiança de que a PEC será aprovada.”
Fonte: sputniknewsbrasil







