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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com dureza à nova prisão do ex-assessor presidencial Filipe Martins, ocorrida nesta sexta-feira (2). Em publicação no X (antigo Twitter), Carlos defendeu o aliado, afirmando que Martins foi “condenado e preso de forma ilegal” e que teve “sua juventude ceifada pela canetada de um juiz”.
Filipe Martins, que atuou diretamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso pela Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado sustenta que o ex-assessor violou as regras da sua liberdade condicional.
Críticas ao processo e ao Judiciário
Em seu desabafo, Carlos Bolsonaro questionou os fundamentos que levaram à condenação de Martins no caso que apura a tentativa de golpe de Estado. “Os acusados, absolutamente todos, afirmaram que Filipe não participou de reunião de minuta golpista que inclusive jamais foi apresentada nos autos”, escreveu o ex-vereador, mencionando ainda que a prisão anterior, em 2023, teria se baseado em uma “viagem que não fez”.
O tom das críticas subiu ao mencionar a condução política do país. Segundo Carlos, a estrutura atual “aniquila de forma covarde quem pensa diferente do regime”. Ele classificou a situação como uma “matilha de cadelas alinhadas e unidas destruindo uma nação” e deixou um alerta para quem se mantém neutro: “Espero que os isentos percebam que os próximos serão eles”.
A justificativa de Alexandre de Moraes
Na decisão que determinou o retorno de Martins ao regime fechado, o ministro Alexandre de Moraes foi enfático ao apontar que o réu demonstrou “total desrespeito às medidas cautelares e ao ordenamento jurídico”.
Segundo o magistrado, Martins “descumpriu as medidas cautelares impostas, quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-la”. Para Moraes, o comportamento evidencia o “desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico”, justificando assim a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública.
Histórico Jurídico
Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde o final de dezembro de 2025. Ele já possui uma condenação de 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, mas, como ainda há recursos pendentes no processo, ele não cumpre a pena definitiva. O endurecimento da medida cautelar agora o reconduz ao sistema prisional enquanto aguarda o trânsito em julgado da sentença.
Fonte: gazetabrasil






