A iniciativa do governo federal, lançada neste mês, prevê R$ 40 bilhões em crédito emergencial, vindos do Fundo Garantidor de Exportação (FGE) e de aportes adicionais de outros entes, como o próprio BNDES.
Durante o evento que detalhou as medidas, realizado na sede da instituição, no Rio de Janeiro (RJ), Aloizio Mercadante explicou que serão disponibilizadas quatro linhas de crédito.
“Os juros para as micro, pequenas e médias empresas são da ordem de 7,19%, ou seja, uma taxa de juros, tirando a inflação, inferior a 3% […].”
A ideia é apoiar os exportadores, proteger empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e manter a economia girando.
Aqueles que precisarem de capital de giro terão até um ano de carência e outros cinco para quitar as dívidas. Já para investimentos maiores, o prazo chega a dois anos de carência e sete para quitação.
Participaram do evento prefeitos dos municípios exportadores mais afetados pelas tarifas de 50% impostas pela Casa Branca, como Niterói (RJ), Petrópolis (RJ), Campinas (SP), São José dos Campos (SP), Franca (SP), Piracicaba (SP), Juiz de Fora (MG), Juazeiro (BA), Camaçari (BA), Petrolina (PE), Araguaína (TO) e Cachoeiro de Itapemirim (ES).
Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, na função de presidente da FNP, destacou como as tarifa dos Estados Unidos afetaram municípios com economias tão díspares.
Petrolina e as cidades do Vale do São Francisco são os maiores exportadores de produtos tropicais do Brasil, como manga e uva; já Franca é um polo brasileiro de manufaturados. “São duas situações bastante diferentes”, resumiu Paes.
As sobretaxas de 50% começaram a valer neste mês e colocaram os produtos brasileiros entre os mais taxados do mundo. Segundo um estudo do BNDES, as tarifas podem cortar mais de 300 mil empregos no Brasil em áreas ligadas à exportação para os EUA.
Fonte: sputniknewsbrasil