Manoel Elídio Rosa, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro da direção nacional da Intersindical, afirmou à Sputnik Brasil que “a reivindicação nossa hoje é de questionar o ataque que a família Bolsonaro e alguns deputados têm feito, não só contra o Brasil, mas contra as nossas instituições, porque, além de sabotar o processo eleitoral brasileiro, colocam a nossa Justiça Eleitoral em dúvida”.
Segundo ele, as críticas representam uma ameaça à democracia e à soberania nacional. “Nós entendemos que os bancos públicos são empresas estratégicas, são fundamentais para o desenvolvimento, para a criação de emprego no Brasil”, declarou.
Rosa destacou que foi encaminhado um pedido ao Ministério Público para que parlamentares “parem de agredir a democracia brasileira e a soberania brasileira”.
🏦📍🇧🇷 Sindicato acusa ataque estrangeiro contra Banco do Brasil e soberania brasileira
Manoel Elídio Rosa, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro da direção nacional da organização Intersindical, afirmou à Sputnik Brasil nesta quarta-feira (27), após… pic.twitter.com/S0el6PUiUZ
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) August 27, 2025
Ele frisou ainda a importância de instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ressaltou que esta financia tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar, que abastece o mercado interno.
“Essas empresas financeiras são extremamente importantes e estratégicas para o povo brasileiro, e nós estamos aqui para defender essas empresas, mas [também] para defender o Brasil.”
O Banco do Brasil vive um momento delicado. A instituição registrou, no segundo trimestre de 2025, uma queda de 60% no lucro líquido ajustado, que caiu para R$ 3,8 bilhões, levando a uma revisão do prognóstico anual de R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões, contra algo entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões há alguns meses. Além disso, o banco reduziu seu payout de dividendos de 40%–45% para 30%, segundo dados divulgados pela Reuters.
Outro desafio apontado pelo BB é a inadimplência recorde do agronegócio, que atingiu 3,49%. A direção do banco tem sinalizado que está preparada para lidar com “questões complexas” ligadas ao ambiente internacional e à regulação financeira global, em meio ao debate sobre sanções externas.
Fonte: sputniknewsbrasil