Schumacher vê saída de Zandvoort como reflexo da nova era da F1


Ralf Schumacher comentou sobre a saída do circuito de Zandvoort do calendário da Fórmula 1. A pista, que sedia o GP da Holanda, tem contrato apenas até o próximo ano e, para o ex-piloto alemão, a saída do calendário é reflexo dos passos que a categoria está dando.

“Sim, é uma pena, mas é simplesmente assim. Justo é justo: Max Verstappen ficou muito mais calmo ao longo dos anos. Isso acontece porque os fãs se acostumam e porque ele não vence tanto quanto antes”, avaliou Schumacher no podcast Backstage Boxengasse.

Segundo ele, a razão principal por trás da saída de Zandvoort está relacionada ao novo modelo de negócios da F1: “Isso significa que um hype como esse é sempre temporário. Você também percebe isso na receita proveniente do patrocínio”, explicou, referindo-se ao impacto da rentabilidade na permanência dos circuitos no calendário.

F1 2024, Fórmula 1, GP da Holanda, Zandvoort
Foto: XPB Images

Schumacher também defendeu a lógica financeira por trás da escolha da categoria em priorizar novos mercados. “Não devemos esquecer que precisamos olhar para nós mesmos antes de criticar os outros. Se quero vender minha bicicleta e uma pessoa legal me oferece 200 euros, mas alguém aparece com uma oferta de 400 euros, você sabe o que escolheria. E a Fórmula 1 é assim mesmo”, comentou ele.

O alemão ainda destacou a relevância de mercados fora da Europa: “Se alguém pagar mais, alcançar um novo público e atrair novos patrocinadores, então é simplesmente assim que funciona. Precisamos nos acostumar com o fato de que a Fórmula 1 não é mais apenas uma festa europeia. É por isso que é tão bem-sucedida agora.”

Netflix e Estados Unidos – ninguém pensava, dez anos atrás, que isso explodiria dessa forma. Esse é o outro lado da moeda. Mas como se sabe, dentro de dez anos, pode muito bem ser que a Europa esteja economicamente mais forte novamente. Isso ainda está por ser visto”, finalizou.

Fonte: f1mania

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