Da Redação
A recente suspensão das contratações de crédito rural (Plano Safra) pelo governo Lula evidencia a falta de compromisso do Executivo com o setor agrícola e com a população brasileira que depende da produção de alimentos.
O presidente Lula tem reclamado sobre os altos preços dos alimentos, enquanto ministros prometem estimular a produção agrícola. Entretanto, medidas como a suspensão do crédito rural criam insegurança e desestímulo entre os agricultores.
O deputado Nelson Barbudo (PL-MT) relatou que, após pressão da Frente Parlamentar Agropecuária, o governo foi forçado a recuar, editando uma medida provisória que adiciona “apenas mais R$ 4 bilhões ao Plano Safra”, um montante considerado irrelevante.
“Esse valor está longe de resolver as dificuldades dos produtores e de atender às demandas reais do setor, evidenciando a falta de eficácia e transparência deste DESgoverno”, destacou Barbudo.
Em meados de 2024, o governo havia prometido o “MAIOR PLANO SAFRA DA HISTÓRIA”, com R$ 475 bilhões destinados ao financiamento da agricultura brasileira. “Cadê o dinheiro?”, questionou o deputado.
A realidade é bem diferente das promessas feitas. Até janeiro, o valor liberado ficou em R$ 226 bilhões, contra R$ 280 bilhões na safra anterior, resultando em uma queda de 20%.
O governo liberou menos de 50% do prometido como “maior Plano Safra da história”. Para agravar a situação, 44% dos empréstimos foram concedidos a juros livres e crescentes, devido à alta da taxa Selic.
A equalização de juros do Plano Safra durante o governo Bolsonaro foi amplamente elogiada. Em 2021, por exemplo, Bolsonaro disponibilizou cerca de R$ 251 bilhões com taxas de juros variando entre 3% e 5% ao ano para pequenos produtores. Já o governo Lula, que prometeu o “Maior Plano Safra da história”, não cumpriu sua promessa e estabeleceu taxas que podem chegar a até 12% ao ano para linhas de crédito com juros controlados. No caso dos créditos com juros livres, as taxas estão em ascensão devido ao impacto direto da Selic.
Essas taxas elevadas dificultam não apenas o acesso ao crédito, mas também comprometem a viabilidade econômica dos projetos agrícolas. Mesmo após a nova medida provisória, as condições ainda são insuficientes para atender à crescente demanda do setor.
Adicionalmente, é importante ressaltar que a agricultura representa cerca de 25% do PIB brasileiro e gera milhões de empregos diretos e indiretos. “A instabilidade gerada pela suspensão inicial do Plano Safra não apenas afetou os produtores, mas também comprometeu toda a cadeia produtiva. As incertezas desse governo em relação à política agrícola geram desconfiança no mercado, resultando na queda dos investimentos e na diminuição da competitividade do Brasil no cenário internacional”, enfatizou Barbudo.
“Chega de promessas vazias e falta de comprometimento com o setor agrícola. Nós não somos os vilões; nós somos o motor deste país!”, concluiu o parlamentar.
Fonte: abroncapopular