O deputado estadual Wilson Santos (PSD) participou na tarde de segunda-feira (24), da “reinauguração” oficial do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal (INPP), sediado no campus Cuiabá, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O parlamentar que é membro titular da Comissão de Meio Ambiente tem forte atuação na defesa do rio Cuiabá e do Pantanal mato-grossense. Desde janeiro deste ano, tem comandado a Expedição Fluvial Rio Cuiabá. O trabalho faz o levantamento socioambiental do rio, suas cabeceiras e afluentes.
“Estamos observando in loco as condições ambientais do Rio Cuiabá e socioeconômicas da população ribeirinha. Detectamos excesso de tablados para pesca, despejo de esgoto in natura, desbarrancamento das margens provocados por dragas; tudo isso influencia diretamente no fluxo das águas que abastecem o Pantanal, bem como na reprodução e peixes nativos e no estoque pesqueiro de toda a bacia do rio Paraguai. Estou certo de que este trabalho vai subsidiar estudos e pesquisas do INPP”, explicou o parlamentar.
“O INPP é uma benção para o Pantanal que tem sofrido diversos tipos de ameaças, que não é visto como uma área importante, pelo menos nos últimos 20 anos, por governos federal, estadual e municipais. Esperamos que o INPP possa aumentar o conhecimento e o amor por esse ambiente único no planeta através de pesquisas e informações precisas”, concluiu.
O INPP está diretamente ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e é dirigido pelo professor-doutor Paulo Teixeira, da UFMT. Foi criado em 2006, mas em 2014 teve suas atividades paralisadas. O instituto está em uma área total de 13.535,01 m², das quais 4.941,06 m² de área construída.
O prédio é composto por três blocos, mas só no dia 16 de novembro do ano passado o Decreto que cria estrutura e cargos foi finalmente assinado pelo ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Hoje, a estrutura é ocupada de forma voluntária por instituições e cientistas como o Instituto Nacional de Áreas Úmidas (INAU).
A partir dessa estruturação, o INPP poderá captar recursos e fazer parcerias com instituições nacionais e internacionais, empresas privadas e receber emendas parlamentares.
O senador Wellington Fagundes (PL) e o deputado estadual Júlio Campos (União), que também participaram desta reabertura, se comprometeram a destinar emendas.
“O INPP será um instrumento do Pantanal que dará condições de promover o desenvolvimento sustentável do bioma e das pessoas que vivem ali. O Pantanal é a maior área alagada do mundo, então é uma responsabilidade de todos mantê-lo vivo. O instituto pode receber e administrar recursos privados e públicos”, disse.
“Temos que ajudar este instituto e o faremos”, pontou Júlio Campos.
Fonte: al.mt.gov