5 carros vendidos no Brasil que são chineses (e você não sabia)


A China se consagrou como o maior mercado automotivo do mundo ao emplacar mais de 26 milhões de veículos em 2022. O resultado é bem superior ao dos Estados Unidos, o segundo colocado no ranking global, com quase 14 milhões de unidades vendidas no mesmo período.

Com a ascensão meteórica do mercado interno, as fabricantes chinesas passaram a ser peça fundamental não apenas na produção, mas também no desenvolvimento de novos automóveis. Por isso, talvez você seja dono de um carro chinês e nem tenha ideia.

Partindo deste ponto, Autoesporte revela quais são os principais carros de fabricantes ocidentais que são produzidos ou desenvolvidos na China e vendidos no Brasil. Acompanhe a lista:

Vamos começar pelo lançamento mais recente. Em sua segunda geração no Brasil, o Territory continua sendo produzido em Nanchang, na fábrica da Jiangling Motors.

A Ford tem uma joint-venture, ou seja, um empreendimento conjunto com a fabricante chinesa, que também produz outros carros para o mercado local (como algumas versões da Transit).

Portanto, apesar de ser um carro chinês, o novo Territory está alinhado com o visual global da Ford. Isso porque a fabricante americana aumentou sua participação no projeto, incluindo os países que recebem o SUV no programa de desenvolvimento. Dessa forma, os engenheiros da marca em Camaçari (BA) também supervisionaram o Territory desde as etapas iniciais.

A primeira geração do Onix foi um projeto totalmente brasileiro, mas a Chevrolet nunca escondeu a intenção de globalizá-lo. Isso se tornou realidade em 2019, quando a SAIC-GM (outra joint-venture) apresentou a atual geração do sedã no mercado chinês, alguns meses antes do lançamento no Brasil.

A parte mais importante deste lançamento foi a apresentação da plataforma modular GEM (Global Emerging Markets). Como o nome sugere, trata-se de uma base de baixo custo para montar veículos baratos em países emergentes.

Desta plataforma também surgiu o Tracker, que foi lançado na China antes de chegar ao Brasil em 2020. O SUV compacto foi líder do segmento em 2021, mas foi desbancado por Jeep Renegade e Volkswagen T-Cross em 2022 e 2023.

A Chevrolet usou a plataforma GEM como base para projetar carros exclusivos em alguns países emergentes. Este é o caso do Monza, lançado na China em 2021 como o substituto do Cruze, e da Montana, produzida no Brasil desde 2023 para atender toda a América Latina.

O lançamento do XC60 2019 no Brasil ficou marcado por uma importante mudança. O SUV premium, que antes era importado da Suécia, passou a vir de Chengdu, na China. Portanto, um dos carros premium mais vendidos do país é chinês!

É fácil entender a opção da Volvo. Em 2010, a marca chinesa Geely se tornou acionista majoritária da fabricante sueca após um aporte bilionário. Este investimento incluiu a construção de uma fábrica em Chengdu, que também é utilizada pela Link & Co e pela própria Geely.

O início da importação do XC60 na China teve o objetivo de aumentar a cadeia produtiva da marca. Além do Brasil, regiões como União Europeia e América do Norte (incluindo os EUA, veja só!) também recebem o SUV premium oriundo de Chengdu.

A Fiat Titano ainda não foi lançada no Brasil, mas podemos antecipar que se trata de outro projeto chinês. A picape média é baseada na Peugeot Landtrek, que, por sua vez, é baseada na chinesa Changan Kaicene F70. Confuso, não? Explicamos a seguir.

A Peugeot tem um acordo com a Changan que antecede a criação da Stellantis em 2021. Desde então, marcas como Fiat, Jeep, Citroën e Ram pertencem ao mesmo grupo automotivo.

A marca francesa chegou a confirmar o lançamento da Landtrek para o Brasil em 2020, com produção em Montevidéu (Uruguai) no arranjo CKD. O plano, porém, foi abortado pela pouca tradição da Peugeot no segmento.

A Stellantis então optou por lançá-la na marca Fiat, que tem mais reputação no segmento por conta do sucesso de Strada e Toro. Todos os logotipos da Peugeot foram substituídos pelos da Fiat, assim como aconteceu entre as vans Expert e Scudo.

Portanto, a base do projeto da picape italiana (que na verdade é francesa e tem sotaque uruguaio) é chinesa.

Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.

Fonte: direitonews

Anteriores Indeferimento da desconsideração da PJ gera honorários de sucumbência, diz STJ
Próxima Equipe de xadrez de Rondonópolis faz bonito em Desafio de Xadrez no MS