Faltando para o encerramento do período de defeso, a piracema em Mato Grosso segue vigente até o dia . A restrição, que começou em , permanece valendo em todo o Estado como forma de garantir a reprodução das espécies de peixes nativas.
Durante esse período, a pesca segue proibida, sendo permitida apenas a pesca de subsistência e desembarcada, praticada de maneira artesanal por ribeirinhos e comunidades tradicionais. A autorização é válida para os rios das bacias hidrográficas do Paraguai, Amazônica e Araguaia-Tocantins, exclusivamente para a alimentação familiar, sem fins comerciais.
A manutenção do calendário do defeso, adotado nos últimos anos, foi definida com base em estudos técnicos de monitoramento reprodutivo dos peixes de interesse pesqueiro no Estado. As informações foram apresentadas pelo pesquisador Claumir Muniz, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
De acordo com o levantamento, os peixes apresentam maior atividade reprodutiva entre os meses de outubro e dezembro, período em que a probabilidade de reprodução chega a cerca de 80%, o que reforça a necessidade da proibição da pesca. Nos meses de janeiro e fevereiro, a atividade reprodutiva ainda ocorre, porém em menor intensidade. Já em setembro, os índices são significativamente mais baixos, tanto para peixes de couro quanto de escamas.
Fonte: nortaomt












